Álbum de punk ajuda a conservar patrimônio histórico britânico

Image634483065269411323Houve um tempo em que os punks queriam destruir o Estado e a elite. Agora, estão ajudando a preservar mansões. O National Trust - organização britânica responsável pela preservação de castelos e casas históricas do Reino Unido - lançou um álbum com clássicos do punk rock para angariar fundos para a preservação do patrimônio histórico britânico.

Batizado de "Never Mind the Dovecotes" (uma brincadeira com o nome do álbum da banda Sex Pistols, "Never Mind the Bollocks"), o disco inclui faixas de GBH, Siouxsie and the Banshees, X-Ray Spex e Sex Pistols.

O álbum é uma colaboração entre o National Trust e a gravadora Decca Records. A parceria já produziu outros álbums, como "Celtic Collection", "Classic Voices" e "Land of Hope and Glory - Great Songs from the British Isles".

Apesar de aparentemente destoar do conjunto, o novo álbum de punk rock faz sentido, acredita Phillippa Green, gerente do National Trust. Segundo ela, pessoas que eram adolescentes no final da década de 1970 são agora adultos de meia-idade que gostam de "passeios com seus filhos e famílias em parques, praias e casas históricas".

O vocalista do Sex Pistols, John Lydon, que nos anos 1970 era conhecido como Johnny Rotten, chegou a gravar um anúncio de rádio para o National Trust em 2003. Apesar disso, Lydon não gostou de saber do lançamento de "Never Mind the Dovecotes", dizendo que ninguém da organização conversou com ele ou com seu agente sobre o projeto, que inclui duas músicas do Pistols: "Anarchy in the U.K." e "Pretty Vacant".

"Eu gostaria de poder confiar no National Trust, mas de agora em diante não serei capaz disso", disse Lydon.

O porta-voz do National Trust, Andrew McLaughlin, disse que o álbum de punk rock é parte de um esforço para "fazer as pessoas pensarem novamente" sobre a organização, além de angariar fundos. O dinheiro arrecadado irá para os projetos de conservação da organização.

Image634483065647052923

"Eu acho que as pessoas têm uma imagem muito rígida do National Trust", disse McLaughlin. "Nos últimos anos nós nos tornamos uma organização mais flexível. Não pensamos apenas no passado... Nós somos muito relevantes no cotidiano das pessoas hoje, não somos apenas uma janela para o passado", concluiu.

Folha

Comentários

Postagens mais visitadas