Indústria fonográfica registra primeiro crescimento desde 1999

Em declínio há mais de uma década, a indústria fonográfica registrou no ano passado o primeiro crescimento em faturamento desde 1999. Foi um alívio para as grandes gravadoras, que tiveram que se reinventar com a revolução digital.

O crescimento foi quase insignificante, 0,3% em comparação a 2011. O faturamento de US$ 16,5 bilhões não chega à metade dos tempos áureos, no fim dos anos 1990, quando as cifras atingiram US$ 38 bilhões. Esse pequeno crescimento, porém, é música para os ouvidos dos empresários do setor.

Para o chefe-executivo da Federação Internacional da Indústria Fonográfica, Frances Moore, esse resultado significa o ressurgimento do negócio, um sopro de vida para um setor que foi dado como agonizante, em direção ao fim.  Não faltou quem apostasse que a indústria da música seria a primeira a ser consumida pela revolução digital.

O renascer da indústria fonográfica não está ligado a um maior consumo dos velhos CDs. A mesma revolução digital que afundou o setor em incertezas está agora oferecendo o bote salva-vidas.

No ano passado, 34% da receita da indústria vieram de fontes digitais. Nos Estados Unidos, Índia, Noruega e Suécia, as vendas digitais já representam mais da metade do faturamento da indústria da música.

Baixar músicas em lojas virtuais como o iTunes, da Apple, ficou mais fácil e barato. Novos serviços, como o Spotify e o Rhapsody, em que o consumidor paga uma taxa mensal e ouve as músicas que quer, crescem rapidamente.

Além disso, distribuir digitalmente álbuns como o "21", da britânica Adele, e o "Red", da americana Taylor Swift, os dois mais vendidos do ano passado, custa bem menos do que distribuir CDs para as lojas.




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