4 de outubro de 2006

A mulher na sociedade islâmica

Aproveitando o post anterior...

Nós, ocidentais, costumamos ter uma visão muito rígida, limitada, deturpada acerca do Islã. Tratamos o Islã inteiro como se fosse um único país e uma só cultura. Se pararmos um pouquinho prá pensar vamos perceber o quanto isso é absurdo. Tomemos por exemplo o nosso país. Quantos sotaques, costumes e crenças diferentes temos no Brasil? Nos USA as leis diferem drasticamente. Como no caso da pena de morte aplicada em alguns estados e outros não.

Nem todo árabe é fanático, terrorista ou espancador de mulheres. Estes, na verdade, são minoria. Ser árabe não é a mesma coisa que ser muçulmano. Acreditem, vejo gente dizendo o contrário todo dia. E muçulmanos, óbvio, são terroristas! É claro que uma certa super-potencial mundial vizinha se "esforça" para que pensamos assim. Tudo isso é fruto da ignorância. Temos que engolir nosso orgulho ocidental, superar o nosso medo e abrir os olhos para o oriente. Aceitar e respeitar nossas diferenças e aprender com isso. Só tememos o que desconhecemos.

O texto abaixo é um bom exemplo de como as leis islâmicas são interpretadas (ou mal-interpretadas) de formas variadas.
Artigo made in Portugal, again. :)

O papel da mulher no Islão

O Islão não proíbe as mulheres de trabalhar, mas coloca ênfase na importância da mulher em tomar conta da casa e da família. Em teoria, a lei islâmica permite que uma esposa se divorcie ao dizer "eu divorcio-me" três vezes em público. Na prática, o divórcio é mais complicado do que isso.

Normalmente, a mulher divorciada fica com o dote de quando ela foi casada, se é que houve algum e recebe um subsídio até à idade de desmamar, altura em que a criança pode retornar ao seu pai se for considerado melhor.

O Islão não proíbe mulheres de trabalhar, mas as mulheres não podem ser sacerdotes ou sábios religiosos. Muitas interpretações da lei islâmica sustentam que as mulheres não podem ter empregos importantes, e estão por isso proibidas de trabalhar no governo. Esta visão tem sido corrente até hoje.

Em muitos países muçulmanos, as mulheres têm um estatuto legal inferior ao dos homens. Na Arábia Saudita, por exemplo, não estão autorizadas a conduzir automóveis.

Código de vestimenta

O Corão também exige um código de vestimenta aos seus seguidores. Para as mulheres, o Islão recomenda a modéstia sem recomendar abertamente o cobrir de alguma parte; os homens têm um código de vestimenta mais relaxado. Os quadris devem ser cobertos desde o joelho até à cintura. A lógica por trás destas regras é que os homens e mulheres não devem ser vistos como objectos sexuais.

Na prática, porém, em muitos países islâmicos é que os homens é que ditam aquilo o que as mulheres estão permitidas de usar. A violação destas regras em algumas nações muçulmanas pode resultar em espancamentos.

Algumas mulheres islâmicas são vistas como oprimidas pelos homens por causa destes códigos de vestimenta. No entanto, algumas mulheres preferem este código por motivos religiosos. Uma das vestimentas que as mulheres estão obrigadas a usar é a hijab (da qual o véu é um componente). A palavra hijab deriva da palavra árabe hijaba que significa "esconder da vista", "ocultar". Hijab significa cobrir a cabeça tal como o corpo.

Violência Doméstica

Muitos muçulmanos argumentam que o Alcorão permite ao homem bater na mulher. O verso em causa usa um termo ambíguo: daraba ضرب, que assume o significado "bater" (outros significados da palavra que são conhecidos são "ir embora" [1].) Yusuf Ali traduz o verso assim: "Quanto àquelas mulheres pelas quais vocês temem a deslealdade e mau comportamento, advirtam-nas (primeiro), (a seguir) recusem partilhar a cama com elas, (e por fim) batam-lhes (levemente) (Corão 4:34.)

Este comportamento é severamente depreciado em várias hadith: "Como é que algum de vós bate na mulher como bate no garanhão camelo e depois a abraça (e dorme com ela) ? (Al-Bukhari, English Translation, vol. 8, Hadith 68, pp. 42-43), "Eu fui ao apóstolo de Alá e perguntei-lhe: O que você diz (comanda) acerca das nossas mulheres ? Ele respondeu: Dai-lhes comida que teríeis para vós mesmos, e vestimenta que vós mesmos usais, e não as batais nem insulteis. (Sunan Abu-Dawud, Book 11, Marriage (Kitab Al-Nikah), Number 2139)."

Os fuqaha (académicos religiosos) geralmente acham que bater na mulher é errado. No entanto, muitos dizem que é permitido batê-las levemente. Nesta última categoria encontra-se o Sheikh Muhammad Kamal Mustafa, o imam da mesquita da cidade de Fuengirola, Espanha, que escreveu no seu livro 'A mulher no Islão':

"O espancamento [da mulher] nunca deve ser em fúria cega e exagerada de modo a que se evitem danos sérios... É proibido bater-lhe nas partes sensíveis do corpo, tais como a cara, peito, abdómen e cabeça. Em vez disso, deverá bater-se-lhes nos braços e nas pernas, " usando uma "vara que não deve ser rígida mas fina e leve de modo a não deixar feridas, cicatrizes ou nódoas. " Da mesma forma, os golpes "não devem ser fortes." [2]

Ele afirma que em tais situações, o objectivo do espancamento deverá ser causar à mulher alguma dor emocional, sem a humilhar ou magoá-la fisicamente. De acordo com ele, espancamentos devem ser o último recurso do qual o marido se deve fazer uso para punir a mulher.

O Sheikh Yusuf al-Qaradawi, líder do Conselho Europeu para Fatwa e Pesquisa, argumenta que bater na mulher sem provocar dor é permissível: "É permissível para ele bater-lhe levemente com as mãos, evitando a cara e outras partes sensíveis. Em caso nenhum ele deverá recorrer a um pau ou qualquer outro instrumento ue possa causar dor ou danos. "

O Dr. Muhammad Al-Hajj, professor de fé islâmica na Universidade da Jordânia (Amman) afirma: "Espancamentos duros são aqueles que deixam marcas no corpo ou na face. Deste modo, bater na face é proibido, porque a face é uma combinação dos aspectos da beleza, como é costume dizer. É proibido bater na face, é proibido ministrar golpes que deixem fracturas ou feridas, isto é o que os nossos sábios disseram nos seus livros."

Em muitos países muçulmanos há matanças relativamente frequentes por motivos de honra. A razão apontada para as matanças por motivos de honra é a crença de que a mulher tenha causado ao clã ou à família uma suposta "perda de honra" e por isso a mulher "merece" ser morta.

O recente livro "Souad - Queimada viva", editado em 2004 em português pela Editora Asa, relata um destes casos de maltratos de uma mulher palestinense de 17 anos pela sua própria família. Foi queimada viva. Acabou por ser salva por uma organização suíça.

Os ensinamentos islâmicos dizem que a vida é concedida por Alá e não devem ser tomada levemente, mas permite o punimento severo, incluindo a pena capital, para alguns tipos de crime. Estes incluem, segundo interpretações estrictas, todas as relações sexuais extramatrimoniais, quer pelo homem ou pela mulher.
A interpretação e aplicação das leis ralativas ao casamento e à castidade têm variado nos diferentes lugares e tempos.

Fonte: Wikipedia

14 comentários:

Jaluzi disse...

Eu achei um absurdo como tratam as mulheres...se nao fossem elas nenhum homem existiria.....

Anônimo disse...

que legal muito bom

gisele disse...

eu achei muito ruin como tratam as mulheres muçulmanas eles maltratam muito elas e elas não precisam disso e elas possuem muitas regras.

Jaluzi disse...

Eu achei um absurdo como tratam as mulheres...se nao fossem elas nenhum homem existiria.....

Abhbainsuihgitusuvbuisr disse...

Amiga eu precisava disso para um trabalho
mas era:  A mulher na sociedade islâmica hoje!!
e naum muitoooo anoooos atra's

§secreto§ disse...

po isso e um absurdo os homi td relaxado e as muie cobertas como si fossem ladras

Dailma_16 disse...

amigos é preciso falar q o trabalho tambem é um direito da mulher....

Keila disse...

mais a maioria das mulheres estão fazendo os trabalhos dos homens

Arielen Jhady18 disse...

valeu eu achei 

Aqui_!_ pra ti disse...

muito bom!

Anna Carlla De Azevedo Arantes disse...

otimo texto

thacinha disse...

bom vo ter uma otima nota

Karla Bitencourt disse...

Muito obrigado, esse foi o melhor texto que eu achei pra um trabalho escolar que tinha de fazer para a matéria de Ensino Religioso. A minha opinião sobre o que foi dito no texto, é que isso tudo é realmente um absurdo, eles deviriam pensar mais eu como as mães deles eram tratadas e como as filhas deles serão tratadas e tentar mudar a situação, pois apesar de ser frequentes as agressões não é lei e nem obrigatório bater nas mulheres!!

livia silva disse...

Kkkkk

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