Tony Scott fala sobre refilmagem de Warriors

Ai Jesus!
Isso não vai prestar.
Meu caro Tony, eu podia ter ido dormir essa noite sem ter lido esse seu comentário: Para ele, a idéia é modernizar a "simplista" trama do original, que se resumia, em suas palavras, a "dez indiozinhos tentando sair do ponto B para chegar ao ponto A".
Que ego em seu Tony Scott?
Warriors é um clássico. E sua trama está há milhas de distância de algo 'simplista'. É, na verdade, uma crítica social feroz.

Como um amigo meu costuma dizer: "Isso vai ser uma merda!"

Posso acabar mordendo minha língua depois, mas...
Sei lá, acho Warriors tão datado. Tão anos 70. As coisas eram tão mais cinzas naquela época e ao mesmo tempo tão ingênuas. Ele pertence aquela época. É perfeito! Não consigo imaginar nada parecido nos dias de hoje. Em época de 'mocinhos' e 'bandidos', de 'ou vc está do meu lado ou contra mim' como produzir um filme em que os 'heróis' são uma gangue de rua?
O cinema tá 'careta' demais prá esse tipo de filme.

Só prá fazer uma 'ponte' com um post antigo aqui no blog. Uma das bandas que trabalhou na trilha de Warriors foi o Desmond Child & Rouge, primeira banda de Child. Desmond é atualmente um requisitado produtor musical. Já trabalhou com feras como Steve Vai, Aerosmith, Bon Jovi, Cher, Kiss e mais meio mundo. Foi produtor e co-autor do último CD do Meat Loaf - Bat Out of Hell III: The Monster Is Loose - que eu já postei aqui no blog. Ele contribuiu com 6 canções para o álbum.

Descaradamente roubado do Omelete:

Em entrevista ao IGN, Tony Scott (Fome de viver, Jogo de espiões) finalmente comentou a refilmagem do cult Warriors - Os selvagens da noite (The Warriors, de Walter Hill, 1979), que ele havia anunciado no ano passado que dirigiria.

E começou desfazendo a informação de seu irmão, o também diretor Ridley Scott, de que a trama se ambientará em Nova York, como no original. Tony quer contar a história em Los Angeles - e se depender dos seus esforços de pesquisa, atualmente em andamento, é assim que vai ser.

"Minha visão de Warriors é Los Angeles, 2007, e as gangues não serão trinta, mas 3 mil ou 5 mil", comentou o diretor, comparando inclusive o filme com Cruzada, épico de Ridley. "Estou criando uma jornada de Long Beach até Santa Monica, até Venice, e terá muito do duro mundo real - guangues reais, pessoas reais. Em termos de escala é como Cruzada."

Para utilizar as gangues de verdade - no Warriors de Hill, os nomes das gangues eram inventados pela produção e a figurinista Bobbie Mannix criava todos os visuais a partir desse mero nome - Tony Scott está contatando diretamente os interessados. Ele já teria se encontrado com os líderes das principais gangues de Los Angeles (o grupo da 18th Street inclusive participa da cena da dança de Keira Knightley em Domino). "Eles me dizem 'Olha, cara, se você conseguir fazer um negócio assim nós assinamos um trato com as gangues e nos reunimos todos na Long Beach Bridge. Vai ter uns 150 mil membros lá."

Se os puristas já estão chiando, Scott ainda desanca o original. "Farei minhas próprias gangues nos dias de hoje porque o original era uma espécie de derivado de Laranja Mecânica. Farei minha versão, mas a jornada ainda é a mesma, estou prestando uma homenagem. Não vou copiá-lo. Não vou fazer como Psicose, plano-a-plano, o que seria aborrecedor. Deus, eu preferiria me dar um tiro a passar um ano fazendo isso."

"A cultura e a música mudaram muito hoje, temos os Cambodjanos, os Vietnamitas, os Crips, os Bloods, a gangue da 18th Street, é uma variedade muito maior", diz. Scott conclui dizendo que não considera o filme uma refilmagem. Para ele, a idéia é modernizar a "simplista" trama do original, que se resumia, em suas palavras, a "dez indiozinhos tentando sair do ponto B para chegar ao ponto A".

Na trama do original - uma genial crônica de estratificação social, que está longe de ser simplista, como ele diz - a gangue dos Warriors é acusada injustamente de assassinato de um líder rival e precisa chegar em seu território, Coney Island, atravessando praticamente meia Nova York, com todas as outras gangues da cidade em seu encalço. O roteiro do remake é de Terence Winter, escritor indicado quatro vezes ao Emmy pelo seu trabalho em A família soprano.

2 comentários:

  1. Realmente os tempos mudaram.
    Espero que a nova versão do filme leve muito disso em consideração, pq se não levar vai ficar ridiculo mesmo...
    Vou torcer, pois sou realmente um grande fã do filme original.

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  2. O novo filme vai ser uma merda pq vai se diferente do primeiro se foze a msma coisa iria ser bom

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