Álbum de figurinhas do mundial vira mania, num mercado que deve movimentar R$ 1 bilhão este ano

Por isso não coleciono álbuns de futebol. É uma máfia! Sabiam que um álbum, tipo, Copa de  70 pode custar R$ 2000,00?
Mas quanto ao hábito de colecionar e trocar figurinhas não tenho nada contra, pelo contrário, é muito sadio e divertido.

RIO - "Tem repetida aí?" Não há um bairro na cidade onde não se escute essa pergunta. Com a Copa do Mundo chegando, a febre das figurinhas voltou a contagiar os brasileiros, independentemente de idade, raça ou classe social. Segundo o Diretor Comercial e Marketing da Panini, Marcio Borges, nove dias após o álbum oficial da Fifa ser lançado, cerca de um milhão de pessoas já havia começado a colecionar as figurinhas. Número que, em 2006, só foi alcançado 30 dias após os cromos estarem à venda.


Para se ter uma ideia de como a febre é contagiante, o álbum da Copa de 2010 vende até dez vezes mais que os do Campeonato Brasileiro.
No último mundial, o Brasil foi o segundo país onde mais se vendeu figurinhas. Perdeu apenas para a Alemanha, que foi sede da competição.
- Em 2006 vendemos um bilhão de pacotes de figurinhas - contou Borges.
O movimento em dinheiro no último mundial foi de R$ 750 milhões. A expectativa para 2010 é que se chegue a R$ 1 bilhão. A produção diária de figurinhas passou de 2 milhões, para 4 milhões. Para dar conta da demanda, que atende ao Brasil e toda América Latina, a fábrica da Panini funciona em três turnos.
Quem coleciona figurinhas sabe que tirar repetidas é comum. A solução é ir às ruas e trocar. Já não é novidade para quem caminha pela Rua Uruguaiana, no Centro do Rio, ver pessoas fazendo trocas, principalmente na hora do almoço.
Para facilitar a vida dos clientes, o jornaleiro Pedro Santoro organiza um encontro na frente de sua banca, na Ilha do Governador, um dos points mais conhecidos da cidade:
- As pessoas falavam que não tinham com quem trocar. Criei um encontro para ser mensal, mas na semana seguinte todos estavam aqui.
Frequentador dos encontros na Ilha, o aposentado Carlos Júnior, de 68 anos, faz trocas para fechar o álbum que mantém com o neto e o genro:
- Meu neto pegou o gosto por figurinhas com o pai, que sempre colecionou. Quis acompanhar o menino e acabei que gostei também.

G1

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