17 de março de 2011

Exposição em Porto Alegre Mostra Objetos do Titanic

Já comprei meu ingresso pra semana que vem. :)

O sucesso do filme Titanic (1997) fixou no imaginário popular o naufrágio do imponente transatlântico na madrugada de 15 de abril de 1912. Para os que têm bem vivas na memória as cenas dos apaixonados Leonardo DiCaprio e Kate Winslet correndo pelo navio que foi a pique no Oceano Atlântico, uma exposição que será inaugurada hoje em Porto Alegre, com objetos e peças originais recolhidos do fundo do mar, promete ser uma experiência emocionante.

Em cartaz no Centro de Eventos do BarraShoppingSul, na zona sul da Capital, Titanic: A Exposição — Objetos Reais, Histórias Reais conta com mais de 200 itens recuperados em sete expedições realizadas entre 1987 e 2004 — os restos do Titanic foram encontrados em 1985, a quatro quilômetros de profundidade. Empresa responsável pelo espólio do navio, a RMS Titanic, Inc. conta com um acervo de mais de 5,5 mil peças do Titanic, em exibição permanente na cidade de Las Vegas (EUA). Esta mostra itinerante, que começa na Capital a viagem pelo Brasil, já foi vista por mais de 22 milhões em 85 cidades ao redor do mundo.

Maior e mais luxuoso navio de passageiros de seu tempo, anunciado como “inafundável”, o Titanic partiu para sua viagem inaugural de Southampton, na Inglaterra, em 10 de abril de 1912, rumo a Nova York. No final da noite do dia 14, a colisão com um iceberg abriu um rombo no casco e deu início à agonia que, ao final das horas seguintes, deixou 1.523 mortos, a grande maioria devido à hipotermia decorrente do mar gelado, e 705 sobreviventes.

— Mais do que uma atração visual, essa exposição estimula a percepção sensorial dos espectadores — diz a americana Alex Klingelhofer, responsável pela curadoria da mostra. — Nossa proposta é fazer com que as pessoas não apenas vejam como era o interior do Titanic, que o James Cameron, com o nosso apoio, reproduziu fielmente no filme, mas que também compartilhem, no contato com esses objetos, as dramáticas histórias dos seus ocupantes.

A exposição é dividida em oito salas temáticas que, além de objetos originais do navio e pertences dos passageiros, abrigam fotografias e filmes de época, maquetes e plantas arquitetôncias, e réplicas do mobiliário em madeira, material que não resistiu à degradação natural.

O visitante é estimulado ainda com efeitos sonoros e pode contar com o auxílio de guias em uma caminhada com duração aproximada de uma hora. A exposição parte do clima festivo do embarque no porto de Southampton, passa pela opulência das acomodações da primeira classe, que contrastam com a modéstia claustrofóbica das acomodações de terceira classe, entra na sala de máquinas, chega ao memorial com a lista dos passageiros e histórias de sonhos que não se realizaram e tem como parada final uma loja de souvenir — onde, numa intervenção da ficção na história real, dá para comprar um colar com a pedra azul igualzinho ao do filme.

No caminho, um bloco de gelo reproduz textura e temperatura do iceberg que fez da histórica viagem uma das maiores tragédias do século 20.

A exposição está em cartaz no Centro de Eventos do BarraShoppingSul (Av. Diário de Notícias, 300). Visitação de segunda a sexta e domingo, das 11h às 21h (acesso até as 20h); e sábado, das 11h às 22h (acesso até as 21h). Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada para maiores de 60 anos e estudantes). Entrada gratuita para crianças de zero a dois anos. Bilheteria no local: de segunda a sexta, das 8h30min às 20h; sábado, das 10h às 21h; e domingo, das 10h às 20h. Informações: 4003-6464.

Fonte: Zero Hora

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