Diretor do Balé Bolshoi tem o rosto queimado após ataque na Rússia


Sergei Filin (à dir.), em foto de arquivo com o coreógrafo Yuri Grigorovich (Foto: AP)
Sergei Filin (à dir.), em foto de arquivo com o
coreógrafo Yuri Grigorovich (Foto: AP)

O diretor da Companhia de Balé do Teatro Bolshoi, Sergei Filin, deu entrada nesta sexta-feira (18) em um hospital em Moscou, na Rússia, com queimaduras graves no rosto após ser atacado com um líquido não identificado, presumivelmente algum tipo de ácido, segundo informaram as autoridades do país.

O ataque aconteceu durante a madrugada desta sexta em um estacionamento no centro da capital russa, onde "uma pessoa não identificada lançou um líquido no rosto" da vítima, segundo o Ministério do Interior, citado pela agência "Interfax".

O "Canal 1" da televisão russa revelou que os médicos estão preocupados com a vista de Filin, já que seus olhos foram muitos atingidos. A equipe que cuida do artista estima que ele necessitará de pelo menos seis meses para recuperar-se das queimaduras.

Os colegas de Filin no lendário teatro russo, um dos mais importantes do mundo, relacionam o ataque com a atividade profissional do mestre na companhia de balé.

"Sergei sempre esteve ameaçado, desde que assumiu o cargo. Antes de sua chegada, seus antecessores também eram pressionados. Nunca tínhamos pensado que a guerra pelos papéis, não pelo petróleo ou por propriedades, pudesse chegar a esses extremos criminosos", lamentou a assessora de imprensa do Bolshoi, Katerina Novikova.

Os colegas de Filin lembram que alguém furou os pneus do seu carro na véspera do ataque. Além disso, asseguram, a vítima era objeto de constantes ligações telefônicas ameaçadoras.

A polêmica e os escândalos perseguem o Teatro Bolshoi, a pérola das artes cênicas russas, cujo lendário cenário principal esteve fechado para obras durante seis anos e reabriu em outubro  de 2011. 





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