Artigo: Cientista diz ter sequenciado genoma do Pé Grande

Editora Globo
Não, este não é o Pé Grande (mas gostaríamos que fosse) // Crédito: Shutterstock

"Os dados apontam, conclusivamente, que o Sasquatch existe, como um hominídeo sobrevivente e sendo descendente direto de humanos modernos". É com essa frase (em tradução livre do inglês) que se conclui o estudo da geneticista Melba Ketchum, que afirma ter sequenciado o DNA do Pé Grande (ou Sasquatch, nome mais popular nos EUA).

De acordo com a pesquisa, foram analisadas 111 amostras de sangue e de pêlos coletadas pela América do Norte que, depois, teriam seu DNA extraído e sequenciado. A conclusão, como você leu acima, é que o Sasquatch seria um animal descendente de humanos.

E aí a coisa começa a ficar (ainda) mais complicada. Como todo cientista sabe, não basta realizar uma pesquisa para que seus dados sejam solidificados - ela precisa ser publicada por uma revista respeitável de divulgação científica. Antes disso, para publicar o estudo, Ketchum precisaria colocá-lo em uma base de dados que registra todos os sequenciamentos genéticos já feitos. No entanto, para registrar o sequenciamento, o genoma precisa pertencer a uma espécie conhecida. E, aparentemente, temos o DNA do Sasquatch, mas não temos o próprio Sasquatch. Sendo assim, a pesquisa não pôde ser registrada e nem publicada por revistas científicas.

Como resolver esse problema? Após, por 5 anos, tentar a publicação da pesquisa, Ketchum decidiu comprar uma: a DeNovo. O estudo foi divulgado no site da DeNovo - e você também pode acessá-lo, se estiver disposto a pagar 30 dólares.

Em seu site, Ketchum afirma que está sofrendo com o "Efeito Galileu" - a situação que Galileu Galilei passou quando apresentou dados comprovados cientificamente e foi submetido à ridicularização da comunidade que, por ter suas crenças sólidas, não aceitava um conhecimento que fosse diferente da sua opinião.

Via ArsTechnica

Nota: O fato de nenhuma revista científica ter demonstrado interesse em publicar o estudo para mim é um indicativo claro que não passa de um hoax

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