Hackers atacaram e conseguiram controle de satélites americanos

Image634553345567032783Em geral nós vemos hackers focando seus esforços em atacar computadores na Terra, estejam eles ligados a máquinas de produção industrial (como no caso da Stuxnet) ou simples equipamentos desktop. Mas de acordo com um relatório do congresso americano a ser liberado no mês que vem, já existem hackers capazes de invadir computadores que estão bem longe da superfície deste reles planeta. Mais precisamente no espaço.

O relatório, que foi obtido pelo site BusinessWeek, diz que os hackers (possivelmente ligados ao governo chinês) conseguiram comandar dois satélites americanos diferentes. Em outubro de 2007 eles conseguiram interferir no sinal do satélite Landsat-7 durante ao menos 12 minutos e também em outro chamado Terra AM-1 durante 9 minutos. Os satélites, que são controlados pela NASA e servem apenas para observação, foram atacados de novo em julho de 2008, durante pelo menos 12 e 2 minutos, respectivamente.

Eles teriam conseguido acesso aos satélites por meio de uma estação de satélite chamada Svalbard, localizada na cidade de Spitsbergen, na Noruega. Essa estação transmite dados coletados pela internet e por meio de alguma vulnerabilidade, os hackers conseguiram acesso remoto à ela. O relatório também não diz o que eles fizeram durante o tempo que conseguiram interferir com a transmissão, mas confirma que eles poderiam ter controlado o satélite caso quisessem.

Felizmente não fizeram nada. Ao que parece, foi só um teste e que serviu também parar alertar as autoridades americanas da fragilidade dos seus sistemas de controle de satélites. E não há uma garantia de que hackers chineses estão por trás do ataque, apenas fracos indícios.

Ah, e uma nota deste editor antes que semântica da palavra “Hacker” seja debatida: ela já estava carregada com o significado de “pessoa que usa computadores para atos pouco lícitos” antes de eu e provavelmente muitos de vocês entrarem na web. Então não me venham com o velho papo de usar “crackers” no lugar, eu não pretendo manchar ainda mais a imagem do pobre biscoito de água e sal. E nada de “piratas da internet” também.

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