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Meu presente de Natal!
Conheci o Trans Siberian Orchestra exatamente há um ano atrás assistindo esse clip no Putfile.



A princípio parecia um Nightwish da vida, mas meu 'sentido de Aranha' zunia indicando que havia algo a mais naquele som. E ele raramente se engana. Ok, resolvi dar atenção ao meu instinto e iniciei a 'caçada'. Não demorei muito para achar o nome da banda. Depois disso, foi fácil conseguiu uma 'amostra grátis' no Bit Torrent. Baixei de uma tacada só os 4 cds do TOS.
A saber:

* Christmas Eve and Other Stories (1996)
* The Christmas Attic (1998)
* Beethoven's Last Night (2000)
* The Lost Christmas Eve (2004)

Christmas Eve and Other Stories, The Christmas Attic e The Lost Christmas Eve compõe uma trilogia sobre o Natal. Estranho, não? Nem tanto. Nos USA álbuns de Natal são uma tradição. Todo mundo lança albuns natalinosl. Do Country ao Punk. E a maioria são bem interessantes. Já encontrei blogs de mp3 só com álbuns de natal. The Lost Christmas Eve é com certeza o cd mais audacioso do TOS. E talvez por isso não é o preferido do pessoal que curte metal. Ele é completamente diferente de, por exemplo, Beethoven´s Last Night, que parece ser o favorito da garotada. Beethoven, como não poderia deixar de ser, flerta intencionalmente com a música clássica tornando-se bem mais 'acessível' aos fãs de Heavy Melódico, Prog Metal e Sinfônico já acostumados com essa 'mistura'. Christmas Eve é um álbum mais maduro, mais emotivo, mais Broadway. Ousaria dizer até mais 'feminino'. Garotas geralmente não são tão chegadas a álbuns conceituais cheios de 'frescuras Morzartianas' (As bandas de melódico parecem ter uma obsessão por Mozart, mas não o seu talento) e também não se emocionam com escalas a velocidade da luz tão comuns nos álbuns do gênero. Sem falar em lutas de espadas. Não. Não há nada disso em Christmas Eve. Há talento, sensibilidade e algo que parece estar em extinção: Musicalidade. Musicalidade nada tem a ver com virtuosismo. Ramones era uma banda de uma musicalidade excepcional e virtuosismo zero. Phil Spector, considerado o melhor produtor musical da história da música, disse certa vez que 'Os Ramones são a melhor banda pop de todos os tempos'. Hoje em dia é comum, principalmente no Heavy Metal (mas não só nele, tem acontecido até no cinema) o excesso de virtuosismo e a total falta de musicalidade. Resultado: músicas altamente técnicas sem nenhuma alma.

Felizmente o TOS não cai nessa armadilha e em seus álbuns a musicalidade 'flui' leve, solta, serena. Mas isso não quer dizer que o virtuosismo tenha sido sacrificado. Muito pelo contrário. Uma coisa jamais elimina a outra.

Uma breve da história do Trans-Siberian Orchestra.
A 'banda' foi criada em 1996 pelo produtor musical Paul O'Neill. Para completar o time de compositores foram 'convocados' seus amigos Robert Kinkel e Jon Oliva do Savatage. O´Nell é bem conhecido pelos fãs da banda pois produziu alguns álbuns do Savatage. Originalmente o TOS nasceu como um projeto instrumental. O´Neill e Cia não dispunham de recursos para pagar tantos vocalistas quanto o projeto requisitava. Aqui no Brasil o TOS é considerado uma banda de metal. Mas não é bem assim. O TOS é bem mais do que isso. O projeto ambicionava ser algo além das fronteiras da música, além das fronteiras sociais. Por isso encontramos artistas de vários estilos, idades e etnias diferentes contribuindo com seu talento. Um dos vocalistas da banda, Daryl Pediford, faleceu em 2004 (ele canta a belíssima For the Sake of Our Brother em TLCE) Chris Caffery, guitarrista do TOS e do Savatage, em carta oficial salientou o quanto Daryl havia lutado contra o preconceito. A idade dos 'membros' da banda quase vai literalmente dos 8 aos 80. Músicos clássicos, de jazz, do rock, do pop. Vale tudo, literalmente falando. E aí creio que esteja o 'segredo' da banda.

Um charme todo especial do TOS, e em especial em The Lost Christmas Eve é a participação de cantores da Broadway. Gente de peso como Rob Evan que participa aqui em três canções. A saber: What Is Christmas? (hilária!), Back To A Reason (lindíssima), What Child Is This? (a melhor do álbum, IMO. Lembra bastante JCS*). Evan tem um currículo invejável. Já trabalhou em Les Miserables como Jean Valjean, Jekyll & Hyde (como o próprio), foi MacHeath em Three Penny, Jesus em Jesus Christ Superstar, Tommy em Brigadoon, entre outros. É mole? Fiquei fã desse cara! O vocal dele detona em TLCE! Se não arrepiar sua espinha é porque você não tem alma!

Só para vocês terem uma idéia do que o TOS se tornou. Os caras conseguiram até mesmo a participação do fantástico Michael Crawford (considerado a melhor encarnação do Fantasma da Ópera de todos os tempos) no DVD The Ghost Of Christmas Eve.

Esse album, meus amigos, tem classe e talento de sobra. Todas as faixas de The Lost Christmas Eve são excelentes. As influências são várias. Digamos que vão de Mozart (uma recriação de A Dama da Noite) a Satriani, passando por Yes, Meat Loaf e até, pasmem, Bossa Nova!

Como é bom ver um álbum dito de 'metal' com tres faixas inteiramente dedilhadas. E não aquelas fórmulas mais do que batidas e extremamente enjoativas do tipo dedilhado+bate estaca+refrão+bate estaca++refrão+bate estaca+dedilhado. Um violão bem tocado faz bem a alma.

A história de TLCE é meio pirada. O anjo mais jovem do céu é enviado a Terra para continuar o trabalho 'inacabado' de Jesus. Desta vez o pequeno querubim 'baixa' em Nova Iorque para ajudar não apenas os cristãos, mas toda a humanidade.
Não tente entender! rs


Belíssimo álbum para sua ceia de Natal.
No meu caso, minha ceia tem durado quase um ano, já que desde o Natal passado o álbum não sai do meu mp3 Player.

Enjoy!
FELIZ NATAL!

PS: Em 2007 vem álbum novo do TOS.

(*) Jesus Christ Superstar

TOS na Wikipedia
TOS no YouTube