31 de maio de 2008

Elektron 02 e 03 (Ebal - 1967)



Herdeiro de Tolkien quer impedir produção de O Hobbit

Diz a lenda que Christopher Tolkien, o filho do escritor J.R.R. Tolkien, jamais assistiu aos filmes de O Senhor dos Anéis. O herdeiro de 83 anos foi contrário à adaptação de Peter Jackson e agora promete mais uma briga na justiça para tentar barrar a produção de O Hobbit.


Segundo o tablóide britânico Times Online, Christopher Tolkien planeja procurar um juiz na Califórnia para ajudá-lo a encerrar a licença dos direitos de adaptação, em poder dos produtores do filme e da New Line Cinema. Ele teria já marcado uma audiência para o dia 6 de junho.

Enquanto isso, como você já deve ter visto pela conversa que Jackson e Guilhermo Del Toro tiveram com os fãs neste fim de semana, tudo segue nos trilhos para que a pré-produção comece em 2009. Os longas serão rodados simultaneamente em 2010. O primeiro filme está agendado para sair em 2011. O fim da saga, em 2012.


Astro de Hellboy vai estrelar série de TV de motoqueiros

Ron Perlman, o astro dos filmes de Hellboy, vai estrelar a nova série de TV do canal FX, Sons of Anarchy.

Os tais filhos da anarquia são um clube de motoqueiros foras-da-lei que tentam proteger sua cidade, Charming, na Califórnia, de traficantes de drogas e empresários de grandes corporações.

Perlman será o presidente do clube e padrasto do personagem principal, Jax Teller (Charlie Hunnam). O papel de Perlman havia sido interpretado no piloto por Scott Glenn, mas foi redesenhado quando o canal decidiu seguir um caminho de humor negro para a série.

Sons of Anarchy ainda não tem data definida para entrar na grade do canal.

30 de maio de 2008

Vazam detalhes das espaçonaves do novo filme de Star Trek

Você se lembra que estão fazendo um novo filme, misto de continuação e prelúdio (via viagem no tempo), da série Jornada nas Estrelas? Então... Apesar dos esforços do produtor e diretor J.J. Abrams e sua equipe em manter tudo sob sigilo, de vez em quando vaza um segredo do décimo-primeiro Star Trek.


O site TrekMovie soltou spoilers referentes às naves que aparecerão no filme. Primeiro, a USS Enterprise não terá seu interior idêntico às versões anteriores da nave - que muda, de qualquer forma, filme após filme.


Já a nave que os romulanos liderados por Nero (Eric Bana) usam para viajar no tempo não foi desenhada especificamente para esse tipo de jornada. De acordo com o site, o interior é diferente do design romulano visto A Nova Geração e, de acordo com fontes, estaria ficando "surreal".


Por sua vez, Spock (Leonard Nimoy) usa uma nave vulcana especificamente construída para viagens no tempo. É pequena e comporta um passageiro. Já a USS Kelvin da Federação - comandada pelo Capitão Robau (Faran Tahir) com George Kirk (Chris Hemsworth), o pai de James Kirk, como seu primeiro oficial - será mais velha e menor do que a Enterprise. Será, segundo o site, uma classe de nave jamais vista na série.

Star Trek chega aos cinemas em 8 de maio de 2009.


Sexteto Sinistro estréia no desenho do Homem-Aranha

Depois de apresentar vários vilões clássicos do Homem-Aranha, a série animada The Spectacular Spider-Man agora vai reuni-los. O Sexteto Sinistro - composto por Doutor Octopus, Abutre, Homem-Areia, Rhino, Electro e Shocker - estréia no próximo sábado no episódio intitulado "Group Therapy".


O desenho é uma parceria do Marvel Studios com a Culver Entertainment (do departamento de animação do grupo Sony). A supervisão de produção é de Greg Weisman (The Batman) e a supervisão de direção é de Victor Cook (Hellboy: Blood and Iron).


A série vai ao ar no horário de sábado de manhã do CW nos EUA. No Brasil, a animação já foi comprada pela Globo, mas ainda não tem data de estréia prevista.

Novo ator no papel de Peter Parker?

Patrick FugitCom a possibilidade da Sony estar disposta a filmar dois episódios do Homem-Aranha de uma só vez, surge uma pergunta crucial: Tobey Maguire reprisará seu papel como Peter Parker?

Maguire já disse várias vezes que não está muito empolgado com a idéia. E mesmo com sua declaração de que pensaria mais seriamente no assunto se Sam Raimi fosse o diretor do novo filme, fica a impressão de que ele não pretende vestir a roupa do Homem-Aranha mais uma vez.

Além disso, o próprio Raimi não decidiu se dirigirá ou não uma nova aventura do aracnídeo. O mais provável é que ele participe da película como produtor.

Michael Angarano Esta semana surgiram rumores de que os produtores Laura Ziskin e Grant Curtis estariam muito interessados em dois atores, caso seja necessário substituir Maguire: Patrick Fugit e Michael Angarano.

Fugit é um ator de 26 anos e sua atuação de maior destaque foi em Quase Famosos (Almost Famous), filme de Cameron Crowe.

Angarano é um ator ainda mais novo (tem 21 anos) e participou de The Forbidden Kingdom, filme de artes marciais com Jet Li e Jackie Chan; e Super Escola de Heróis (Sky High).

Uma coisa que está clara é que o papel não foi oferecido a estes atores, e nada está confirmado. Apesar disso, parece que o Homem-Aranha corre o risco de enfrentar tantas dificuldades quanto o Batman na busca de outro nome para vestir o tradicional uniforme azul e vermelho.

Indiana Jones e a Lança do Destino 04

Quarta e última parte da história.

Conheça o Ken Parker Blog

Ken ParkerO personagem Ken Parker, criação de Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo, ganhou um blog em português.

Sob a tutela de Lucas Pimenta e João Guilherme de Lima, o leitor encontra curiosidades, imagens, edições lançadas e muitas outras informações sobre este personagem considerado por muitos um verdadeiro clássico das HQs.

Para conferir, clique aqui.

Flash Gordon de volta em quadrinhos inéditos

Flash GordonO herói espacial Flash Gordon retornará aos quadrinhos em um novo título mensal da Ardden Entertainment.

Depois do sucesso da edição # 0, vendida e esgotada neste ano durante a New York Comic-Con, a editora aposta na continuidade da série escrita por Brendan Deneen e desenhada por Paul Green.

Mas que ninguém espere a volta da criação clássica de Alex Raymond sem as devidas adaptações ao século 21. Mostrando os principais personagens que marcaram as tiras de Flash Gordon desde sua estréia em 1934, a nova série recria o visual de todos eles com traços estilizados e os coloca em aventuras mais ao gosto das gerações afeitas ao ritmo de videoclipe.

Flash Gordon # 1 (32 páginas coloridas, US$ 3.99) chegará às comic shops dos Estados Unidos no próximo dia 20 de agosto, com três capas variantes - apresentando o personagem-título, a eterna namorada Dale Arden e o nefasto Imperador Ming. A partir da segunda edição, serão duas capas alternativas em cada número.

Antes da iniciativa da Ardden Entertainment, a última vez em que o viajante do espaço havia estrelado uma HQ com aventuras inéditas foi numa minissérie em duas partes lançada pela Marvel Comics, em 1995.

Nos jornais, as tiras inéditas de Flash Gordon foram veiculadas até março de 2003 e atualmente sobrevivem de republicações.

Flash GordonFlash Gordon

Falece o compositor de Jornada nas Estrelas

Recebi essa notícia dos meus contatos na frota estelar....(mais precisamente do site Trek brasilis).

Mais uma grande perda para a franquia de Jornada este ano. Trata-se do falecimento do compositor Alexander Courage, aos 88 anos de idade. Ele foi o autor do conhecido tema musical da Série Clássica e de outros episódios e filmes.

Courage, que foi indicado duas vezes ao Academy Award, começou seu trabalho musical no rádio, quando ainda servia o exército. Ao seguir para a televisão, ele compôs temas de várias séries como Os Intocáveis, Viagem ao Fundo do Mar, Perdidos No Espaço e outros. Quanto a sua colaboração nas trilhas sonoras de filmes, podemos citar A Múmia, Força Aérea Um, Superman IV, Gremlins 2, O 13º Guerreiro, Jurassic Park, Dennis: O Pimentinha.

Já com relação a Jornada nas Estrelas, Courage fez inúmeros trabalhos como compositor e orquestrador. Ele começou com a trilha sonora dos pilotos The Cage e Where No Man Has Gone Before, além dos episódios The Naked Time, The Enterprise Incident e Plato’s Stepchildren. Também sua fanfarra foi reutilizada em A Nova Geração e todos os filmes da franquia.


29 de maio de 2008

Review do Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal



Eu tinha que começar com um review do filme que o Steven fez, mostrando uma aventura minha.
Eu retirei o texto do HQ Maniacs....

Review:
Ninguém gosta de esperar por nada na vida, mas algumas vezes a espera é válida. E este é o caso de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull), o quarto filme do arqueólogo aventureiro vivido por Harrison Ford.

Em 1957, Indy e alguns companheiros, bem como os soviéticos, estão em busca de uma misteriosa caveira (que deveria ser crânio, na tradução) de cristal, que por sua vez, leva a um mistério ainda maior, em viagens dos Estados Unidos até a selva amazônica peruana.

Em se tratando de uma continuação, o espectador espera não apenas um bom filme, mas também um roteiro fiel aos elementos já estabelecidos da franquia. Em sua trilogia original, Indiana Jones sempre manteve várias tradições, e isso se faz presente no novo filme logo no início, repetindo a sempre presente brincadeira com o logotipo da Paramount. Este, aliás, aparece em versão antiga, para manter o clima.

Daí para frente é só alegria. Cenas de ação com os costumeiros exageros e absurdos, o humor característico e os ainda mais bem-vindos clichês.

Ao contrário do que muita gente imagina, clichês não estragam um filme, pelo contrário, quando bem usados, são a verdadeira alma da película. Quando entramos num cinema para ver um novo Indiana Jones, queremos ver tudo que nos é familiar, tudo o que cria a atmosfera do universo do personagem. Por isso mesmo é regojizante ver Indy se jogar de cabeça na confusão sem tecer um plano, ser traído, brigar com a mulher que ama, enfrentar animais ligados a alguma fobia, etc.

O melhor é ver espalhados por toda a exibição elementos dos filmes anteriores e até mesmo à série de TV As Aventuras do Jovem Indiana Jones. O cuidado em seguir a mitologia do herói foi tão grande, que até personagens ausentes no filme têm seu destino explicado. Aqueles que se animaram ao ver o famoso depósito de segredos dos Estados Unidos no trailer, precisam prestar bastante atenção, mas não se decepcionarão.

Um dos grandes acertos da produção foi levar o tempo em conta. Foram 19 anos desde o filme anterior, e é esse exatamente o tempo que se passa entre a última e esta nova aventura. O próprio clima mostra um mundo que mudou bastante: os nazistas se foram e em seu lugar estão os soviéticos, Indiana passou por perdas pesadas e não tem todo o apoio que tinha anteriormente. A ambientação nos anos 50 está de parabéns.

Isso torna plausível também a aparência física de Harrison Ford, mas sem ser realista demais, afinal o que queremos é o Indiana Jones de sempre, sendo espancado, caindo de alturas absurdas, e sempre saindo no máximo um pouco tonto e pronto para mais!

Os vilões também seguem a tradição: uma figura inteligente no comando (desta vez a soviética Irina Spalko, interpretada pela linda Cate Blanchett), um(a) traidor(a), inúmeros capangas e um grandalhão para esmurrar Indy incessavelmente.

Os ajudantes também estão presentes, desta vez até multiplicados. Karen Allen volta ao papel de Marion, o par romântico do herói em seu primeiro filme. A ela se juntam o também aventureiro Mac (Ray Winstone), parceiros eventual de Indy; o jovem Mutt (Shia LaBeouf); e o pirado arqueólogo Oxley (Jonh Hurt).

Como sempre, a química entre os personagens funciona muito bem e dita o humor na maioria das vezes. As atitudes impulsivas de Mutt, os devaneios de Oxley, as intermináveis discussões entre Indy e Marion, a ganância de Mac, tudo torna o filme ainda mais divertido.

Shia LaBeouf, que se torna cada vez mais famoso mundialmente, mostra mais uma vez que tem motivo para isso, com um personagem divertidíssimo, que se encaixa bem tanto nas cenas de ação quanto nas cômicas. Seus diálogos com Indy estão entre os melhores momentos do filme.

As únicas coisas que realmente fizeram falta foram as presenças de três personagens: o pai de Indiana, vivido por Sean Connery (que preferiu insistir em sua aposentadoria, polidamente explicando sua decisão e pedindo desculpas aos fãs); o amigo Sallah (vivido por John Rhys-Davies e cuja presença não foi possível pelas questões geográficas inseridas na aventura); e Marcus Brody (o antigo reitor da universidade onde Indy leciona, vivido por Denholm Elliott, que infelizmente faleceu em 1992, por complicações causadas pela AIDS).

Com um escopo muito maior do que os filmes anteriores, a produção cara de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal se justifica de duas maneiras: o filme precisa fazer frente às produções atuais e, simplesmente, tem de compensar quase 20 anos de espera, o que faz com louvor.

Elenco: Harrison Ford, Cate Blanchett, Shia LaBeouf, John Hurt, Karen Allen, Ray Winstone, Jim Broadbent, Andrew Divoff. Roteiro: David Koepp. Direção: Steven Spielberg.

Zorro em nova série de desenhos animados

Zorro Generation ZEle usa uma espada-laser, percorre a cidade montado numa moto turbinada batizada de Tornado-Z e vive em um futuro nem tão distante lutando contra a corrupção na cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos.

Pode não parecer, mas esse é o Zorro, numa versão para lá de moderna que a produtora BKN lançará em uma nova série de animação.

Na trama de Zorro Generation Z, o adolescente Diego de la Vega, descendente do Zorro original, tem à sua disposição a alta tecnologia para transformá-lo em um super-herói no combate ao mal perpetrado pelo prefeito Horace Martinez e seu braço direito Sargento Garcia.

O desenho animado, com estréia prevista para o próximo mês de agosto, apresenta novas versões de personagens já conhecidos dos fãs do herói de capa e espada, além de um novo universo de coadjuvantes.

Em novembro do ano passado, os três primeiros episódios foram reunidos e lançados no DVD de 60 minutos Zorro Return to the Future, distribuído nos Estados Unidos e no Canadá.

De acordo com o site Polegadas, Zorro Generation Z será exibido em breve no Brasil, na TV aberta, e terá uma linha de bonecos e outros brinquedos licenciados pela Gulliver para vários países.

Visite o site da série para assistir a trailers e conferir scripts completos (em vários idiomas, incluindo o português) de alguns episódios.

Zorro Generation ZZorro Generation Z - Foto: Site Polegadas

video
ATUALIZADO :
Olha o trailer aí. :)
No site tem mesmo o script do primeiro episódio em port.

Nota da Fê: Fiquei sabendo desse cartoon há um tempinho. Tentei encontrá-lo pelos caminhos competentes [compra] e 'incompetentes' [net] mas não achei. Legal que vai ser exibido aqui.
Se Batman plageou Zorro, porque o próprio não pode fazer o mesmo?
Parece interessante.

Indiana Jones e a Lança do Destino 03

Terceira parte da história.

Transformers Animated no Cartoon Network brasileiro

Roubado do 100Grana.com...

A mais nova versão dos robõs mais amados do planeta chega em junho por aqui.

Por Sérgio Mentorbreak

Agora é oficial. Transformers Animated vai estrear no Brasil no Cartoon Network, dia 7 de Junho, as 13h30. Conforme já dissemos, o desenho será todo em 2D e o enredo da série animada se passará num futuro não muito distante, em Detroit.

Os famosos robôs, do grupo Autobots, formado por Optimus Prime, Bumblebee, Ratchet, Bulkhead e Prowl, chegarão à Terra e vão se entrosar com os seres humanos de forma muito amigável, como sempre. A história não deixará de lado as batalhas entre Autobots e Decepticons - liderados por Megatron (quem mais?).

Um detalhe interessante é que as batalhas não se restringem ao feijão com arroz de Autobots versus Decepticons, mas mostra também os heróis em missões de resgate e outras aventuras.

Game 'Lego Batman' ganha dois novos vilões

Foram anunciados nesta terça (6) dois novos vilões do jogo "Lego Batman", que será lançado em junho: Espantalho e Duas Caras se juntam ao "time do mal" que já tem personagens como Coringa, Pingüim e Arlequina. O jogo será lançado para PC, PS2, PS3, Wii, Xbox 360 e os portáteis DS e PSP.

"Lego Batman" é o novo capítulo da saga iniciada por "Lego Star Wars". Nesse universo, tudo é construído com peças de Lego, desde os personagens até os cenários. É possível usar blocos para construir elementos do jogo e tudo que é destruído se desmonta como um brinquedo. Outra série de sucesso que vai ganhar sua versão Lego é Indiana Jones - o jogo será lançado em julho.

Espantalho e Duas Caras são os novos vilões anunciados para o jogo 'Lego Batman'.


Cara de mau e até bat-cinto: o homem morcego e o menino prodígio em versão Lego.


Coringa e Arlequina também vão quebrar a Gotham City construída de blocos de Lego.

28 de maio de 2008

Recepção


Eu li "museu"? Eu gosto dessa palavra.... Ops, viajei, hehe.
Permitam que eu me apresente (ou reapresente...), meu nome é Henry W."Indiana" Jones Júnior, arqueólogo e aventureiro. Mas para facilitar usarei só Dr. Jones.
Agradeço a calorosa recepção da Fê e do Líder Optimus.
Entre uma escavação e outra, devo postar algumas coisas curiosas desse mundo (e de outros).
Em breve eu volto, mas agora eu tenho que entrar em um templo mesoamericano....

Nota da Fê:

Caro Dr. Jones,

O senhor não teria achado que foi uma 'mera' coincidência, não é
? ;)
Seja bem-vindo! Ficamos no aguardo de suas sempre fantásticas aventuras.

Lembranças a família,
Sua amiga de sempre e companheira de profissão,


Metropolitan Museum of Art


Belíssimo álbum com imagens de obras em exposição no Metropolitan Museum of Art em New York.

Run, Joe, Run



Essa é do fundo, do fundo, mas do fundo do baú mesmo. Creio que só o pessoal que balzaquiou há algum tempo vai lembrar. Para falar bem a verdade nem eu mesma lembro direito...rs

O pessoal lá fora costuma dizer que esse seriado era uma mistura de Lassie e O Fugitivo, pois o tal Joe, como se pode supor era um... Cão fugitivo! [dahhhh]


Bom, o mundo já conhecia Lassie, Rin Tin Tin e Benji então a idéia não parecia tão maluca assim. Para fugir da fórmula básica cão-bonzinho-que-ajuda-pessoas, os produtores tiveram a 'brilhante' idéia que o tal Joe seria um cão acusado injustamente de atacar seu adestrador, o sargento Will Corey [Arch Whiting] do exército estadunidense.

Com os dias contados Joe foge passando a viver uma vida nômade e adivinhem fazendo o quê? Salvando pessoas, é claro!

Em cada episódio rolava sempre alguma tragédia e nosso destemido cão usava suas lembranças do treinamento com Corey para salvar o dia. O legal é que ele tinha flashbacks das tais lembranças. Até os cães eram 'chapados' na década de 70... rs


Enquanto tudo isso ocorria, Will o procurava tentando encontrá-lo antes das autoridades a fim de que o nosso herói de quatro patas não acabasse virando sabão já que ele era o único capaz de provar sua inocência. Só nos anos 70, não?

O seriado teve três temporadas [74-76-NBC]. Eu assistia. Pior, gostava. Até porque tive contato intenso com cães pastores quando criança. São excelentes cães. Extremamente carinhosos, fiéis e inteligentes. Os vi fazendo coisas que até Deus duvidaria. Então, Joe parecia bastante 'real' para mim. Não me perguntem em que canal era exibido aqui no Brasil ou em que horário. Sinceramente não lembro. Minha memória é nebulosa no que concerne aos anos 70.

Algumas curiosidades:

- Joe se chamava na realidade Heinrich [que nome] e era o cão de estimação do produtor do seriado William D'Angelo.
- Arch Whiting [o sargento Corey] faleceu ano passado, mais precisamente em maio de 2007.
- Um outro seriado bem famoso também usaria essa mesma 'fórmula': O Incrível Hulk.

Indiana Jones e a Lança do Destino 02

Segunda parte da história.

27 de maio de 2008

Novo Membro da Equipe

Olá pessoal...

Como vocês já devem ter notado através de algumas pistas que deixamos na última semana e também pelos nomes qua aparecem no lado direito do blog, temos um novo integrante na equipe.
O famoso Dr. Jones!!!

Ele acaba de chegar para nos ajudar com informações e notícias de suas viagens pelo mundo.

Ou seja, ele irá escrever como um "correspondente internacional". Hehehe.

Sei que ele irá contar com o apoio e a ajuda de todos os leitores do blog.

Então, sem mais delongas....

Seja bem-vindo Dr. Jones!

Claro que aproveitamos também para colocar alguns downloads referentes a sua pessoa, como o próprio filme, mais abaixo no blog e algumas HQ's do pessoal do Rock'N Comics sobre suas aventuras envolvendo a Lança do Destino.

Sobre as HQ's, nos próximos dias terminamos de postá-las. Vocês não perdem por esperar.


Microsoft cria tecnologia que transforma telas comuns em multi-touch

São Francisco - Pesquisador responsável pelo Surface apresenta tecnologia baseada em câmera e lasers que pode ser usada sobre qualquer tela plana.

Um pesquisador da Microsoft criou uma tecnologia que permite que qualquer monitor plano se transforme em uma tela sensível ao toque.

Andy Wilson, um dos responsáveis pelo design do Microsoft Surface - computador de mesa multi-touch -, é o responsável pela novidade, que se chama LaserTouch.

A idéia é acoplar uma câmera que monitora uma camada de luz laser infra-vermelha e percebe o que acontece na superfície. Posicionando o laser e a câmera sobre uma tela plana, é possível obter o mesmo efeito de uma tela touchscreen.

Assim como o Surface, o LaserTouch responde a gestos e múltiplos toques - é possível arrastar objetos ou aumentá-los e diminuí-los fazendo um movimento de pinça com os dedos.

Como o LaserTouch pode ser usado com telas de maior resolução que a do Surface, Wilson acredita que ele possa ser usado no ambiente de escritório, se vier a ser comercializado.

Usando o software experimental de apresentações criado pelo Microsoft's Office Labs, chamado Plex, Wilson fez uma demonstração navegando por slides em um painel de 30 polegadas.

O pesquisador da Microsoft demonstrou a tecnologia à imprensa na sede da Microsoft, mas o LaserTouch já havia feito sua primeira aparição pelas mãos de Bill Gates.A tecnologia é a mesa usada no Touch Wall, que o fundador da Microsoft apresentou recentemente em um encontro com CIOs.

Segundo Wilson, os laseres e a câmera usados na demonstração custam poucas centenas de dólares. "O mais caro é a tela", disse ele.

Evolução multi-touch

Um pesquisador da Microsoft criou uma tecnologia que permite que qualquer monitor plano se transforme em uma tela sensível ao toque. Andy Wilson, um dos responsáveis pelo design do Microsoft Surface - computador de mesa multi-touch -, é o responsável pela novidade, que se chama LaserTouch.


Câmera e laser

A idéia é acoplar uma câmera que monitora uma camada de luz laser infra-vermelha e percebe o que acontece na superfície. Posicionando o laser e a câmera sobre uma tela plana, é possível obter o mesmo efeito de uma tela touchscreen.


Transformação econômica

Assim como o Surface, o LaserTouch responde a gestos e múltiplos toques - é possível arrastar objetos ou aumentá-los e diminuí-los fazendo um movimento de pinça com os dedos. O laser e a câmera usados na demonstração custam poucas centenas de dólares.


Nota da Fê: Não sei se esse tipo de tecnologia seria útil no meu caso, mas se precisarem de uma 'cobaia' estou a disposição...rs
No meu caso acho que só um exoesqueleto funcionaria, mas não custa tentar. Desistir é que não dá.

O Optimus vive procurando saber dessas novas tecnologias que possam me ajudar a postar como antes, ou perto disso. Ele vê o meu 'down' todo o dia. É triste você depender dos outros e não ser capaz de fazer o que gosta. Bom, pelo menos eu posso escrever algumas linhas [não perguntem como, vcs não acreditariam...rs]. TE AMO, AMOR! :)

Ativistas dirigem carro dos 'The Flintstones' em protesto na Bélgica

Manifestantes do Greenpeace levaram placa de pedra a produtores automotivos.
Protesto contra o aquecimento global ocorreu em Bruxelas, na Bélgica.

Foto: AFP

Ativistas do Greenpeace dirigem um carro estilo 'The Flintstones' em direção à sede da Associação Européia dos Produtores Automotivos (ACEA, na sigla em inglês)

Foto: AFP

O grupo foi entregar um pedaço de pedra com os logotipos das empresas Volkswagen, BMW e Mercedes, com a mensagem 'dirigindo a mudança climática'.

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (2008)



Lançamento: Indiana Jones And The Kingdom Of The Crystal Skull PROPER TS XviD-PreVail

O melhor até agora.



Nota do Optimus: A Fê pede desculpas, mas a legenda tem um pequeno erro. Nada que vá atrapalhar o entendimento do filme, mas vale a pena falar aqui para marcar.
Indiana Jones é um "arqueologist", que as pessoas tendem a traduzir (como no caso da legenda) como "arqueologista", mas tal palavra não existe. A tradução correta é "arqueólogo". Tal erro acontece devido a palavra ficar parecida com a original em inglês. Mas enfim, é só esse errinho que ela viu na legenda. Agora deixo vocês com o down do filme e da legenda. Espero que gostem.

Clientes ficam presos dentro de sebo no Centro de SP

Esta é muito hilária...

Dois clientes de um sebo do Centro de São Paulo foram esquecidos dentro da loja pelo proprietário, na tarde de domingo (25).

Eles ficaram duas horas sem energia elétrica, gritando por socorro, até que conseguiram falar por telefone com equipes da Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. A porta foi arrombada porque o proprietário não foi localizado.

Os clientes contaram que estavam olhando uma coleção de discos dos anos 80 quando a luz apagou de vez.

Bem, diferente deles eu pelo menos iria aproveitar para tentar ler alguma coisa.

Indiana Jones e a Lança do Destino 01

Esta é a primeira parte da história. Em breve os outros números da revista.

26 de maio de 2008

Novo filme de Cleópatra

O mito de Cleópatra não é novidade nenhuma no cinema. Não é preciso muito esforço para rememorar Elizabeth Taylor, no monstruoso épico de 1963, esbanjando dinheiro e figurino em Hollywood. Mas o que acontece quando a rainha egípcia cai nas mãos de um cineasta pouco convencional como Júlio Bressane (Filme de Amor)? A coisa aí fica bem mais instigante e fora do normal.


Se Liz Taylor tinha a elegância natural para viver uma rainha, lhe faltava o acento do mulherão que enlouqueceu uma coleção de romanos. Faltava a força e o humor da Pombajira de Alessandra Negrini, que na Cleópatra de Bressane invade a tela com seus trejeitos e afetações.

O diretor se confessou aficcionado pelo tema durante as entrevistas sobre o filme, revelando sua vontade de retratar a personagem desde o final dos anos 80. Foram anos de pesquisa para moldar a obra, com sua mão cheia de particularidades. Bressane não quis em nenhum instante cozinhar mais um épico histórico, didaticamente ensinando o beabá da lenda. Ele prefere traçar o mito via as reações íntimas de seus personagens, abrindo o peito de Cleópatra e romanos para a audiência.

Mas Bressane é debochado, lá do seu modo, e sabe provocar sua platéia. Preparou então uma Cleópatra kitsch e barata, quase chanchada cult. A estranheza de encontrar Miguel Falabella, com sua entonação de ator humorístico, declamando seriamente as pensatas de Júlio César, aparece já na primeira cena.

E daí o diretor destila sua visão específica da história, focando principalmente no choque de civilizações, entre as idas e vindas do império romano sob a saia da rainha egípcia.

Os textos são bem talhados, já que ele parte do princípio de que "a língua constrói a imagem" e a narrativa ganha pontos, por seus diálogos mais calcados em poesia. No mesmo caminho vai a direção de arte, mesmo se virando sem orçamento milionário: todas as seqüências têm como modelo quadros e imagens clássicas sobre o período. É certo que, vez ou outra, nossa Cléo carioca parece deitada em um quarto temático de motel cafona. Mas isso não estraga - pelo contrário, ajuda a alimentar o clima meio satírico do filme.

A escolha do elenco, com ótimos atores canastrões, dá o contraponto de singularidade ao longa. Os diálogos afiados brigam com os romanos, todos com um certo ar pateta. E isso dá combustível para Bressane exercitar sua direção, criando imagens como a câmera afundada no peito de Júlio César, significando mais que aquilo que o personagem brada.

Do lado egípcio vem uma trupe de mulheres satíricas, lideradas por Negrini. É ela que brilha, como deveria ser, com sua rainha jocosa e cheia de particularidades - do sotaque carregado à erotização hardcore (que não deveria chocar ninguém, mas este é um mundo carola).

É como diz Dalva de Oliveira, cantando Lupicínio Rodrigues enqüanto Cleópatra agoniza pelos cantos: "o que fazem comigo, vejam que não é normal". Não é mesmo. Justamente por isso.

Cleópatra
Brasil, 2008 - 117 min - Drama

Direção: Júlio Bressane

Roteiro: Julio Bressane

Elenco: Alessandra Negrini, Miguel Falabella, Bruno Garcia, Heitor Martinez Mello, Josi Antello, Lúcio Mauro, Nildo Parente, Taumaturgo Ferreira.

Vem aí o novo filme de Flash Gordon

Flash GordonA revista de cinema Variety anunciou semana passada que o clássico herói espacial Flash Gordon, criado em 1934 pelo quadrinhista Alex Raymond, deve ganhar uma nova versão cinematográfica.

Segundo as primeiras informações, a produção deve ser de Neal Moritz, da Sony Original Films, com direção de Breck Eisner, de Sahara.

A decisão foi divulgada depois que a preferência sobre o filme do personagem, comprada pela Universal há quatro anos, caducou. A Sony entrou na jogada quando os direitos retornaram para a King Features Syndicate, da Hearst Corp., histórica proprietária dos direitos do personagem.

Duas semanas antes, outro aventureiro da ficção científica teve seu nome associado a um filme: Buck Rogers. Segundo comentaristas de Hollywood, o propulsor do movimento é o sucesso do longa-metragem Homem de Ferro.

Flash Gordon

Elektron 01 (Ebal - 1967)

Estudo acha sinais de 'guerra santa' entre pagãos e cristãos na Europa medieval

Por volta do ano 1100 da nossa era, as tribos eslavas que viviam na fronteira da Alemanha com a Polônia estavam literalmente entre a cruz e a espada. Enfrentando ataques militares e missionários de seus vizinhos cristãos, a elite das tribos parece ter decidido reafirmar sua identidade pagã com túmulos luxuosos, que mostravam seu poderio e sua determinação de resistir ao invasor. Essa é a tese de um arqueólogo alemão, cujo trabalho está ajudando a entender os últimos pagãos da Europa Ocidental.

Foto: S. Fiedler/Divulgação

Reconstrução de túmulo de nobre pagão do século 12 em Usedom, na Pomerânia
(nordeste da Alemanha)


“Todos os vizinhos deles já tinham virado cristãos e eram governados por reis ou, no caso dos alemães, por um imperador”, explica Felix Biermann, do Departamento de Pré-História da Universidade Humboldt, em Berlim. “Por outro lado, as tribos eslavas dos rúgios, lutícios e obodrítios tinham estruturas políticas descentralizadas. Eles eram comandados por uma elite de guerreiros e cavaleiros, cujo poder era baseado em alianças militares. Esses chefes construíam grandes fortalezas, feitas de madeira e terra e que chegavam a ter até 400 metros de diâmetro”, diz Biermann.

Escavações recentes na Pomerânia (nordeste da Alemanha) e nas regiões polonesas que fazem fronteira com ela revelaram um estranho aumento de sepulturas suntuosas no final do século 11 e começo do século 12. Antes, os membros das tribos eslavas eram simplesmente cremados, mas nessa época eles passam a ser enterrados, alguns deles com muita pompa. Ao analisar vários desses túmulos de elite, como o de Usedom, que fica numa ilha do mar Báltico, Biermann verificou uma série de características comuns.

Casa dos mortos

Primeiro, os túmulos viram uma espécie de “casa” dos mortos, recobertos com estruturas de madeira e pedra e formando “morros” artificiais, que podiam ser vistos a uma certa distância. Em segundo lugar, os defuntos ganham oferendas caras: espadas longas com cabo decorado, moedas de ouro e prata, tecidos finos, esporas de ferro e chicotes (ambos lembretes de sua condição de cavaleiros).

Foto: F. Biermann.

Espada longa e tecido recoberto com ouro achados em túmulo de Wusterhusen
(Alemanha)

Há também bacias de bronze finamente decoradas, usadas para lavar o rosto e as mãos dos nobres. “É uma maneira de dizer que eles eram uma elite refinada, com hábitos sofisticados à mesa”, afirma o arqueólogo alemão. As mulheres da elite também recebiam ricos presentes em sua viagem para o além-túmulo: anéis e colares de metal precioso e amuletos feitos com dente de castor. Nessa mesma época, parece surgir uma certa separação espacial entre esses túmulos e os dos “plebeus” das tribos – outro sinal de que a elite pagã estava tentando reforçar seu poderio.

E é aí que entra a tese de Biermann. O curioso é que o mesmo fenômeno – o repentino aparecimento de túmulos pagãos suntuosos – acontece justamente antes da conversão dos escandinavos e dos ingleses ao cristianismo, nos século 7 e 10 ou 11, respectivamente. O arqueólogo aposta que o exagero cerimonial entre as tribos eslavas servia para mostrar que o paganismo estava vivo e vigoroso diante da invasão cristã. Também pode haver uma influência indireta de pagãos vikings, que comerciavam com a região durante as décadas anteriores ao surgimento dos túmulos luxuosos.

Foto: Divulgação

Vasilha de bronze do túmulo de Usedom, século 12

Tanto é assim que, após um breve florescimento de algumas décadas, a tradição tumular desaparece a partir do último quarto do século 12. É bom lembrar que a orientação da Igreja medieval era não colocar nenhum objeto em túmulos de cristãos – um hábito normalmente associado à crença numa vida após a morte com combates, festas e outras situações iguais às encontradas no mundo dos vivos.

Templo destruído

Até essa época, os eslavos da região adoravam deuses capitaneados por Svantevit, um guerreiro divino representado com três ou quatro cabeças (nesse caso, cada uma delas ficava voltada para um dos pontos cardeais), cujo culto também era associado à fertilidade da terra. Não por acaso, Svantevit era retratado com uma espada na mão e um chifre oco (usado como taça) na outra, montado num cavalo branco – mais ou menos como os guerreiros pagãos que o adoravam.

Foto: Reprodução

Deus de quatro caras Svantevit, adorado pelas tribos eslavas da região

“A religião servia como o principal fator de integração dos líderes pagãos. Eles tinham um importante centro conhecido como Rethra, que era uma mistura de fortaleza e oráculo militar, onde eles pediam o apoio dos deuses para a guerra. Esse local foi destruído por volta de 1070 e o centro militar e religioso das tribos se deslocou para o templo de Svantevit num local chamado Arkona”, conta Biermann.

De acordo com o arqueólogo, a resistência em Arkona não durou muito. As pressões para se converter ao cristianismo eram muitas. Uma delas foi a chegada de missionários liderados pelo bispo alemão Otto de Bamberg, que chegaram à Pomerânia em 1124. Cruzados alemães, poloneses e dinamarqueses também organizaram uma série de ataques à área. Finalmente, o templo de Arkona foi atacado pelo rei Waldemar I da Dinamarca.

“Temos boas informações sobre o cerco de Arkona graças à descrição feita pelo monge dinamarquês Saxo Grammaticus. Os pagãos da tribo dos rúgios estavam defendendo os muros da fortaleza, mas um soldado dinamarquês conseguiu abrir um túnel debaixo do portão e colocar fogo na muralha, que veio abaixo. Os homens de Waldemar destruíram o templo e jogaram a imagem de Svantevit no mar”, diz Biermann. “A destruição do templo é considerada um símbolo do triunfo do cristianismo na região.”

Apesar dos combates, não houve um extermínio da população pagã local. Convertidos ao cristianismo, eles acabaram se miscigenando com colonos alemães que chegaram à região no fim do século 12 e começo do século 13. “Alguns dos membros da elite pagã se tornaram cristãos, como os membros da família Greif, que viraram duques e governaram a Pomerânia até o século 17”, conta o arqueólogo alemão.

Cruzadas no leste

A destruição do templo de Arkona marcou o desaparecimento definitivo do paganismo na Europa Ocidental. No entanto, o culto a divindades não-cristãs continuou resistindo durante quase dois séculos a leste.

“No território da Prússia Oriental, que hoje pertence à Rússia e à parte nordeste da Polônia, a Ordem dos Cavaleiros Teutônicos lançou uma ‘missão com a espada’ a partir dos anos 1230”, diz Felix Biermann. Os Cavaleiros Teutônicos já tinham lutado na Palestina durante as Cruzadas e, com isso, expandiram sua ação contra inimigos da fé na própria Europa. Depois da vitória cristã nessa região, restava ainda uma grande potência pagã na Europa Oriental, a Lituânia. Nesse caso, a política acabou sendo o fator-chave: o grão-duque da Lituânia teve a chance de virar também rei da Polônia caso aceitasse ser batizado para casar com uma princesa polonesa. O grão-duque topou e foi coroado como rei Ladislau I Jagiello.

Em parte pela conversão forçada e em parte pelos interesses políticos envolvidos no processo, os costumes cristãos demoraram para dominar totalmente essa região. “Em Usedom, temos enterros do meio do século 13, no cemitério de uma igreja, que ainda mostram objetos simples mas ligados à tradição pagã, como armas e moedas”, afirma Biermann.


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