29 de setembro de 2006

Acredite, Se Quiser!

Já vi muita coisa esquisita na vida...
Mas talvez essa seja uma das mais esquisitas...

Preste atenção nessas simpáticas cadeiras com desigh arrojado.




Elegantes, não?
Agora a parte interessante.
Do que são feitas?
De BICICLETAS!
Acredite, se quiser! :P
http://www.bikefurniture.com/index.html

Al-Qaeda chama o Papa de impostor por comentários

O número dois da rede Al-Qaeda, Ayman al-Zawahri chamou o Papa Bento XVI, de charlatão e impostor por suas declarações sobre o Islã. Há duas semanas o Papa fez comentários sobre o profeta Maomé que revoltaram a comunidade muçulmana. Bento XVI foi acusado de ligar o islamismo à violência.

Zawahri criticou ainda o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e disse que ele é "mentiroso" por alegar que houve progresso na luta contra o terrorismo. Os ataques de Zawahri estão em um vídeo divulgado na Internet nesta sexta-feira.

"Bush, você é um mentiroso e um charlatão. Passaram-se três anos e meio (desde as prisões). O que aconteceu conosco? Nós ganhamos mais força e estamos mais persistentes no martírio", disse o líder militante egípcio, de acordo com o vídeo.



Senado dos EUA Votará sobre Muro Fronteiriço no final da Semana

Fedeu de novo!
Tô dizendo, a coisa tá preta.
É, o mundo dá voltas e mais voltas e a história sempre se repete.
Tenham medo, crianças!
O bicho-papão tá a solta!

Washington, 26 set (EFE).- O Senado dos Estados Unidos votará no final dessa semana sobre a construção de um duplo muro de mais de 1.120 quilômetros de comprimento na fronteira com o México, como parte da luta contra a imigração ilegal.

Fontes legislativas disseram hoje que a antecipação da votação no Senado sobre os interrogatórios aos estrangeiros suspeitos de terrorismo obrigou a adiar a votação sobre o muro.

Trata-se da última semana de votações no Congresso americano antes das eleições legislativas de 7 de novembro.

A "lei do muro", já aprovada em 14 de setembro pela Câmara dos Representantes, mantém os republicanos divididos.

De um lado estão os que insistem em medidas punitivas contra os imigrantes ilegais e, do outro, os que apóiam uma reforma migratória integral.

A votação do Senado será em particular sobre a construção de um duplo muro de mais de 1.126 quilômetros de comprimento em vários trechos dos estados fronteiriços com o México, cujo custo aproximado será de pelo menos US$ 2 bilhões.

A medida, semelhante à aprovada pela Câmara dos Representantes em dezembro, estipula o uso de alta tecnologia militar para melhorar a vigilância na fronteira.

Além do muro, seria estabelecida uma barreira "virtual" na qual haveria veículos aéreos não tripulados (UAV, em inglês), helicópteros, lanchas motorizadas, cães adestrados, barreiras, luzes de alta potência, equipamentos infravermelhos e de comunicação.

Os agentes da Polícia de Fronteiras teriam mais autoridade para deter e imobilizar veículos que fugissem, porque atualmente podem apenas colocar barricadas.

A vigilância seria reforçada nas zonas fronteiriças da Califórnia, Arizona, Novo México e Texas.

Não está prevista a construção de um muro na fronteira com o Canadá, mas recomendou-se o estudo.

Fonte: G1

Senado dos EUA aprova lei sobre tratamento a presos

Fedeu!

WASHINGTON (Reuters) - O Senado norte-americano deu na quinta-feira a aprovação final a um projeto que autoriza métodos rígidos para interrogatórios e julgamentos de supostos terroristas, como queria o presidente George W. Bush.

Fonte: G1

Area 51

Essa é legal!
Dica prá quem gosta de brincar com o Google Earth.
Que tal um passeio pela famosa Area 51?
Sim, aquela dos OVNIS.

Encontre rapidamente a famosa Area 51 no Google Earth. Localizada perto do lago Groom Dry, em Nevada, oficialmente é apenas mais umas das inúmeras áreas militares restritas nos Estados Unidos, mas é conhecida mundialmente pela série de acontecimentos nos anos setenta possivelmente envolvendo o contato do exército norte-americano com extraterrestres. Há inúmeros documentários, livros e filmes que tratam sobre o tema, mas o exército dos Estados Unidos nunca admitiu ou confirmou nenhum dos fatos sobre o suposto incidente.

Area 51

CloneSpy

Esse programinha é um salva-vidas, literalmente falando.
Um dos meus preferidos e absolutamente free.
O que ele faz?
Encontra arquivos duplicado do seu hd.
Uma beleza!
Hoje mesmo deletei 'apenas' 1 giga do meu hd.
O programa é bem simples. Fácil mesmo de usar.
Recomendo. ;)

Ferramenta que ajuda a detectar e eliminar arquivos duplicados, idênticos mas de versão diferente, recuperando um bom espaço livre no seu HD. Roda em Windows 95, 98, NT, 2000, ME, XP.



E em DVD...

Ark II
Série Completa
Data de Lançamento: 07/11/06 (USA)

Ambientada no século 25, a série ARK II contava as aventuras de um grupo de pesquisadores que viajava pela planeta Terra em um veículo futurista, se empenhando em salvar o que restou do planeta, destruido por constantes guerras e pela poluição do ar e das águas. O que se vê é um planeta em ruinas com colônias de sobreviventes vivendo em castas, como na pré-história. O grupo também enfrenta, vez ou outra, computadores gigantes (Omega) ou seres mutantes (Orkus). A série foi produzida pela Filmation, entre 1976 e 1979 e transmitida nos EUA, pelo canal CBS. No Brasil a série foi transmitida pelo SBT nos anos 80, aos domingos, dentro do programa Silvio Santos.

Be a Caveman: The Best of the Voxx Garage Revival

Coletânea contendo o melhor da gravadora Voxx Garage.
O selo foi o principal responsável pelo revival do '60s garage/psych rock nos anos 80.
É danado de bom! Como o nome já diz, o álbum é recheado de muito Rock´n´Roll, Garage-Punk e Psicodelia geral. E se vc reconhecer alguma melodia ou "lembrar" de bandas como The Who ou The Beatles...não, você não está ficando louco. Qualquer semelhança NÃO é mera coincidência. :)

01 - Vertebrats-Left In Tye Dark.mp3
02 - DMZ-Can't Stay The Pain.mp3
03 - Crawdaddys, The-There She Goes.mp3
04 - Barracudas, The-This Ain't My Time.mp3
05 - Plan 9-I'm Not There.mp3
06 - Unclaimed, The-Run From Home.mp3
07 - Pandoras, The-Melvin.mp3
08 - Gravediggers V, The-Spooky.mp3
09 - Tell Tale Hearts, The-It's Not Me.mp3
10 - Miracle Workers, The-One Step Closer To You.mp3
11 - Time Beings-Why Don't You Love Me.mp3
12 - Fuzztones, The-Green Slime.mp3
13 - Odds, The-I'll Make You Sorry.mp3
14 - Vipers, The-Nothing's From Today.mp3
15 - Cynics, The-Waste Of Time.mp3
16 - Chesterfield Kings, The-Are You Gonna Be There ¿.mp3
17 - Stomachmouths, The-Dr. Syn.mp3
18 - Wombats, The-Bye Bye Baby.mp3
19 - Laughing Soup Dish-Teenage Lima Bean.mp3
20 - Hypstry-Midnight Hour.mp3
21 - Surf Trio, The-Fun In The Summer.mp3
22 - Eyes Of Mind, The-She Only Knows.mp3
23 - Things, The-Can't Get Enough.mp3
24 - Leopards, The-Psychedelic Boy.mp3
25 - Steppes, The-Lining So Dead.mp3
26 - Event, The-She's Our Girl.mp3
27 - Dwarves, The-Be A Caveman.mp3

Hypstry - Midnight Hour

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O Cavaleiro Solitário 01


Como eu sou muito "boazinha"... e o pessoal dos scans é rápido prá caramba aí vai a número um de O Cavaleiro Solitário já em português!
Como também sou uma "chata de galocha" vou reclamar de alguma coisa na tradução como sempre. Eu reclamo até das oficiais e não é pouco...rs
Espero que o pessoal não fique zangado.
Uma ou duas frases, mas no geral tá ok.
Thx, guys! :)

Scan Rock'nComics

Hi-Yo, Silver!!!

Simmmm!!!
Ele está de volta! :D

Lone Ranger #1
esgotada nos Estados Unidos
Por Marcus Ramone (28/09/06)

Lone Ranger #1A HQ Lone Ranger #1, que marcou o retorno do Cavaleiro Solitário aos quadrinhos, vendeu todos os exemplares impressos nos Estados Unidos, segundo informou a editora Dynamite Entertainment.

Uma nova impressão com capa variante já está no forno e será lançada ao mesmo tempo que Lone Ranger #2.

"Estou orgulhoso de todos os envolvidos (na produção da HQ), principalmente do pessoal da Dynamite por apostar nesse lendário personagem e tratá-lo com tanto respeito. Fico contente por ser parte disso", afirmou John Cassaday, desenhista da série.

Por falar em apostar, que editora brasileira se habilitaria a trazer para o País essa nova incursão do Cavaleiro Solitário nos quadrinhos? Histórico de sucesso no Brasil é o que não falta ao personagem.

Fonte: Universo HQ

Marvel censura seu próprio material em reimpressões de Drácula

Essa saiu no Universo HQ.

Interessante. Agora não é mais o lema "em nome da moral e dos bons costumes..." o algoz das hqs. Mas sim, o próprio mercado consumidor. Lucros. Sempre lucros. Adulteração de obras originais sempre é algo que me deixa furiosa. Ainda bem que existem scans para perpetuarem as originais.

Por Sérgio Codespoti (25/09/06)

Tumba de DráculaNuma reedição recente das aventuras do Conde Drácula, a Marvel Comics, que na década de 1970 e 1980 publicava diversos títulos de horror, censurou seu próprio material, eliminando quadros de conteúdo mais erótico.

Para tentar entender esse fato bizarro, é necessário fazer um pequeno regresso ao passado dos quadrinhos norte-americanos.

Nos Estados Unidos há exemplos históricos de censura que quase destruíram a indústria, como na década de 1950, quando uma subcomissão do senado, encarregada de discutir a delinqüência juvenil e liderada pelos senadores Robert C. Hendrickson e Estes Kefauver, investigou a violência e o sexo nos quadrinhos.

Foi este episódio que celebrizou Fredric Wertham, o autor do polêmico livro Sedução dos Inocentes, publicado em 1953.

Em 1954, a Comics Magazines Association of America respondeu às pressões públicas e governamentais com a criação do Comic Code Authorithy, que na prática virou um órgão censor de quadrinhos.

O código em seu primeiro momento proibia na prática a publicação de revistas com cenas de violência explícita, horror grotesco e sexualidade.

Seus artigos exigiam que o bem vencesse o mal, que o crime não fosse mostrado de maneira a criar a simpatia dos leitores, e que fosse ilustrado de maneira sórdida. As autoridades governamentais, como policiais, não podiam ser ridicularizadas ou desrespeitadas.

Cenas de tortura e outras formas de violência explícita, particularmente no uso de armas de fogo e facas, também estavam fora de questão. Crimes como seqüestro não podiam ser publicados em detalhes e seus executores deveriam ser punidos nas histórias.

O código ainda proibia o uso das palavras horror ou terror nos títulos das revistas. Também estavam vetadas cenas sanguinolentas, libidinosas e sexuais, além de depravações, incluindo o sadismo e o masoquismo.

Tumba de Drácula Lobisomens, mortos-vivos, espectros, fantasmas, canibalismo, vampiros e vampirismo estavam proibidos.

Obscenidades e xingamentos não podiam fazer parte dos diálogos e o nudismo e a indecência absolutamente vetados. As mulheres deveriam ser desenhadas de maneira razoável, sem exagerar seus atributos físicos.

Para finalizar, o código proibia inclusive propaganda de tabaco, facas, fogos de artifícios, nudismo, pin-ups e bebidas.

Com isso, a ótima editora EC Comics, o caso mais notório, que publicava revistas de horror, de crimes e aventuras policiais, faliu. Apenas a revista Mad, sobreviveu. Para isso, mudou do formato comic para o formato usado hoje em revistas como Veja, escapando do código numa tecnicalidade. Atualmente, a Mad pertence à DC Comics.

Naquela época, o horror, os policiais, faroestes e a guerra estavam em alta e os super-heróis em baixa. Editoras como Marvel, DC, Archie e outras lutavam para ganhar terreno. Quando o código entrou em vigor, estas companhias se revitalizaram e reavivaram seus heróis.

Mas toda essa censura resultou, na década de 1960, no surgimento das publicações underground (Zap Comix, por exemplo) e do surgimento de uma importante "cena" independente na América.

Entre os artistas que surgiram neste período estão Vaughn Bode, Robert Crumb, Rick Griffin, Bill Griffith, Trina Robbins, Gilbert Shelton, Art Spiegelman e outros.

O material desta turma era publicado e distribuído sem a aprovação ou o selo do Comic Code Authority.

Em 1971, o departamento de educação e saúde do governo norte-americano pediu à Marvel, e a Stan Lee, que produzisse uma história com o Homem-Aranha sobre o problema das drogas.

Num caso de burrice misturada com bizarrice, o Comic Code Authority vetou a história, que hoje é considerada um clássico do Aracnídeo, e foi publicada num arco de três partes, entre maio e julho de 1971, em Amazing Spider-Man # 96 a # 98, sem o selo do código e com total autorização de Martin Goodman, o fundador da Marvel, que naquela época tinha o cargo de Publisher.

As histórias foram um enorme sucesso e, depois disso, o Homem-Aranha voltou a usar o Código em suas histórias normalmente. Esse episódio forçou uma revisão do Comic Code, que passou a permitir diversas liberdades, inclusive o uso de narcóticos para mostrar o vício.

Nesta revisão também "rodaram" restrições contra Drácula, Frankenstein e outros personagens do horror literários, desde que usados no mesmo tom de suas obras originais. Os zumbis como não faziam parte desta categoria continuaram restritos.

Esta não foi a única vez que a Marvel se opôs ao Código, quando lhe foi comercialmente conveniente.

Recentemente ela trocou o Comic Code Authority pelo seu próprio código de ética, durante o período que era comandada por Bill Jemas e Joe Quesada. A editora explicou as novas regras para suas revistas e criou uma linha de quadrinhos adultos.

Com o sucessivo abrandamento do Código (e com o uso de vários artifícios para burlá-lo), que ficava cada vez mais arcaico, o sangue, o horror e a nudez voltaram, ainda que de forma mais branda.

Esta mudança permitiu que as editoras voltassem a investir no horror e a "Casa das Idéias lançou uma avalanche de revistas, tanto no formato chamado americano, como no Veja, em preto-e-branco.

Tumba de Drácula
Cena original
Tumba de Drácula
Cena censurada

Drácula aparecia em títulos como Tumba de Drácula e Dracula Lives, Morbius, Satanna e Lilith se revezavam nas páginas de Vampire Tales. Frankenstein era a estrela de Monster of Frankenstein e, em pouco tempo, até a Múmia e Simon Garth, o Zumbi, tiveram suas revistas.

Da mesma maneira que ressurgiu, esta segunda onda de horror foi embora. O momento havia passado para os leitores. Mas agora, 30 anos depois deste período, o material voltou à moda e está sendo resgatado pela Marvel, o que finalmente nos traz à polêmica atual (bastante discutida no blog The Groovy age of Horror)

No quarto volume da série Essential Tomb of Drácula, publicado este ano, os leitores constaram que a editora havia censurado as artes originais, modificando o desenho das artes dos quadros que mostravam cenas de nudismo, erotismo, ou violência somada à nudez.

Mais precisamente, foram modificadas páginas preto-e-branco de Tomb of Dracula # 5, formato magazine, (não confundir com a revista de mesmo nome Tomb of Dracula, colorida e em formato americano), de junho de 1980.

A história foi escrita por Roger Mckenzie e a arte é de Gene Colan. O editor-chefe na época era Jim Shooter. Tomb of Dracula Magazine era publicada, assim como outras neste formato (magazine, preto-e-branco) sem o selo do Comic Code, e teve apenas seis edições.

Já a revista Tomb of Dracula, mensal e em formato americano, era colorida e saia bem comportadinha com o selinho da "censura".

Foram censurados diversos quadros nos quais as mulheres apresentavam seios nus ou outros detalhes anatômicos eram sugeridos, como é possível ver nas ilustrações deste artigo. o sexo e o nudismo foram censurados. A violência e o sangue, continuam todos intactos.

Embora este esteja sendo o caso mais comentado, também houve alterações no Essential Tomb of Dracula # 3, que reimprime os números a 1 a 4 da Tomb of Dracula em formato magazine.

Tumba de Drácula
Cena original
Tumba de Drácula
Cena censurada

Puritanismo?

Talvez, mas é mais provável que seja uma estratégia de vendas. Afinal, os Estados Unidos toleram uma boa dose de violência, mas ao menor sinal de perigo sexual para suas "crianças", lançam mão do "proibido para 18 anos", tarjas pretas e outras formas de censura e restrição.

A resposta para esta autocensura da editora parece estar no seu próprio código de classificação etária.

Classificá-la com um título adulto e, portanto, mais restritivo, tiraria este encadernado de muitas livrarias e outros pontos de vendas alternativos, como drogarias e supermercados, pois muitos deles não distribuem material "para leitores maduros".

Hoje, estes pontos totalizam um número até maior do que o de comic shops atingidas pela distribuição da Diamond Comics.

Segundo um artigo em inglês no site Wikipedia, sobre o verbete Essential Marvel Comics, a editora afirmou oficialmente que foi uma estratégia de vendas necessária para não prejudicar o faturamento, mesmo que para isso sofra críticas dos leitores.

28 de setembro de 2006

Avante, Robô Gigante!

Abertura japonesa de "Johnny Sokko and his Flying Robot" conhecido aqui no Brasil como Robô Gigante. Essa abertura é um pouquinho diferente da que foi exibida aqui. A internacional não era cantada. Infelizmente não tenho nenhum episódio do Robô Gigante. Mas prá matar um pouquinho a saudade consegui alguns mp3s com a dublagem brazuca.

Robô Gigante fez parte de uma "onda" de seriados japoneses que foram exibidos no Brasil nos anos 60/70. Era um período de vacas magras aqui na terrinha. Os seriados americanos estavam caros demais ao contrário dos seriados japoneses que eram baratos. Então nada mais lógico do que atacar de seriados de ação Made in Japan e fazer a alegria da criançada.

Prá falar a verdade, lembro pouco do "robozão-com-cara-de-esfinge". Era muito pequena. Peguei mesmo foi a "era" Ultraman e Ultraseven (Yesss!). Mas meu irmão mais velho, ao contrário, assistia religiosamente. :)
Mesmo assim, Robô Gigante sempre teve um lugarzinho no meu coração. Semprei amei o visual "egípcio" dele...rs
Gostaria de assistir de novo.

Para os interessados - Às vezes aparecem alguns toys (bonecos) do Robô Gigante no Mercado Livre. Encontrei um esses dias, mas o danado era azul!!!

Robô Gigante (Johnny Sokko and His Flying Robot, Jiyaianto robo)

Sinopse: Robô Gigante foi uma série japonesa, produzida pela Toei Productions em 1967 (a versão que chegou ao Brasil foi a escrita e produzida por Reuben Guberman e Salvatore Billitteri em 1969), que focava um gigantesco autômato construido pelo cientista Dr. Guardia. Originalmente criado sob encomenda do Imperador Guilhotina para aniquilar a humanidade, acabou sob controle do menino Johnny Sokko. Na aparência o Robô Gigante é bastante semelhante a um gigantesco farao mecânico. No último capítulo da série ocorre a destruição do Robô, que se sacrifica para destruir o Imperador Guilhotina (fato raro em séries e que chocou seus admiradores).

A série começa com a invasão da Terra pelo terrível Imperador Guilhotina do planeta Gargoile que pretende dominar o planeta. No primeiro episódio o imperador obriga um cientista a construir um robô gigante movido a energia nuclear e que somente atenderá às ordens da primeira pessoa que gravar a voz em seu cérebro eletrônico através de um comunicador instalado em um relógio. Mas o Imperador não tem tempo de gravar a sua voz pois, por um acaso do destino, esta pessoa acaba sendo um garoto (Johnny Sokko) que então passa a controlar o robô e assim, junto com a organização secreta de defesa Unicorn, o utilizam para lutar contra os monstros e inimigos enviados pelo imperador Guilhotina e seus ajudantes do grupo BF.

Imperdível o momento em que o Robô lança mísseis pelos dedos da mão, como se fosse uma metralhadora.

No final da série o Robô enfrenta o próprio imperador Guilhotina numa terrível batalha e para salvar a Terra sacrifica a si mesmo para destruir o imperador ao colidir com um meteoro. As palavras finais da série são: "E assim a saga se acaba, o Robô Gigante se sacrificou para salvar a terra do Imperador Guilhotina, mas quem sabe quando Johnny precisar desesperadamente, talvez como um milagre ele voltará".

Audio em Português

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Tema de Abertura


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Daidako comanda o Robo pela primeira vez


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Final do Primeiro Episódio


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Final do Ultimo episódio
(robô desobedece Daidako)


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Adeus Robô Gigante


Space Ghost (Episódio Completo)

Space Ghost
Transor The Matter Mover

Episódio completo de Space Ghost. :)
Espero que o You Tube não delete senão vou ter que procurar outro lugar para postar...rs
Boa Diversão.

Para baixar os vídeos do YouTube use esse site:
http://keepvid.com/
Renomeie o arquivo get_video.htm para nomedesejado.flv
Existem vários programas que rodam arquivos .flv
Recomendo o VLC Player.
Mais tarde eu posto aqui no Blog algumas dicas de como baixar e converter prá mpg ou avi. ;)

Máscara do V

Máscara oficial do filme V for Vendetta. Edição limitada. Em porcelana pintada a mão.
Apenas 500 réplicas. Você leva a sua por 'míseras' $195.00 doletas.
Eu compraria se pudesse. Nâo tá caro, sério. Essas coisas costumam ser bem mais caras.
Meu poster do V for Vendetta chegou hoje. Lindão. Perfeito. :)

O que você precisa saber sobre gravadores Blu-Ray


Antes de comprar, verifique cuidadosamente as especificações da primeira safra de gravadores Blu-Ray

A nova revolução nos discos ópticos de alta capacidade começou em maio, quando a Pioneer lançou o primeiro gravador de disco Blu-Ray para PCs. O lançamento foi o tiro inicial na batalha dos novos drives, que ainda deve ter a participação efetiva do formato HD DVD (até agora o mercado ainda não viu um anúncio ou lançamento de gravadores HD DVD para PC, atualmente só existem leitores desse formato disponíveis). O fato anuncia um período de transição; uma época geralmente marcada pelas armadilhas de aderir de forma precoce a uma nova tecnologia.

Consumidores já consideram utilizar um gravador Blu-Ray para salvar vídeos, fazer backups ou qualquer outro uso criativo que se possa existir para um formato que comporta 25 GB e 50 GB em disco. Ao invés disso, veja o que deve ser levado em consideração na hora de comprar um novo equipamento como este.

:: Dica 1: Fique de olho nas especificações

Os gravadores de CD e DVD estão maduros, o Blu-Ray ainda está em evolução. As especificações do equipamento estão repletas de espaços para evoluções, e podem variar de uma marca para outra. Alguns drives podem suportar discos de dupla camada com 50 GB, outros não. Por exemplo, o Pioneer's BDR-101A não suporta a gravação de CDs e discos Blu-Ray de 50 GB dupla camada.

Os modelos BD-R e BD-RE da Pioneer, que são modelos de drives Blu-Ray gravável e regravável, possuem velocidade de registro de 2X. Alguns fornecedores têm falado sobre drives com 4X, mas estes modelos ainda vão demorar a aparecer no mercado. Fabricantes estimam que 8X seja o último patamar de velocidade, diferente do DVD que estabilizou em 16X.

Se estiver precisando de um drive tanto para gravação Blu-Ray, quanto para gravação de CD e DVD padrão, fique de olho nas velocidades de gravação da segunda categoria. Mesmo se a velocidade do Blu-Ray for a mesma, deve-se perceber diferenças sutis nas especificações. Por exemplo, um drive deve suportar DVD+R de camada dupla em 4X, e outro deve oferecer DVD+R de camada dupla em 8X. Para essa questão, fique atento para algumas semelhanças. Frequentemente isso pode significar que os dois drives em comparação são fornecidos pela mesma produtora do equipamento original, fazendo-os com especificações idênticas.

Melissa J. Perenson - PCW / USA
27-09-2006

MEC vai distribuir HQs em Escolas

QUADRINHOS SERÃO DISTRIBUÍDOS PELA 1ª VEZ EM ESCOLAS PÚBLICAS
MEC vai entregar 7,5 milhões de exemplares de livros de histórias em quadrinhos no início do ano letivo de 2007

Fernanda Bassette, do G1, em São Paulo

Em uma iniciativa inédita, o Ministério da Educação (MEC) vai distribuir livros e revistas em quadrinhos em 46.700 escolas públicas a partir do início do ano letivo de 2007. As obras serão incluídas no programa Biblioteca na Escola, mantido pelo MEC desde 1997, para compor o acervo dessas bibliotecas. Serão distribuídos 7,5 milhões de exemplares, que devem ser lidos por cerca de 14 milhões de estudantes.

Os títulos foram selecionados a dedo pelos profissionais do MEC. “Escolhemos livros de história em quadrinhos artisticamente adaptados para os jovens de 5ª a 8ª séries. São clássicos da literatura adaptados em uma outra linguagem, muito importante para a educação do jovem”, afirmou Jane Cristina da Silva, coordenadora geral de estudos e avaliação de materiais do MEC.

Entre as obras selecionadas estão “Níquel Náusea Nem Tudo que Balança Cai”, de Fernando Gonsales; “A Turma do Pererê - As Gentilezas”, de Ziraldo Alves Pinto; “Santô e os Pais da Aviação”, de João Spacca de Oliveira e “Toda Mafalda”, do Quino.

Segundo Jane, três critérios foram fundamentais para selecionar as obras: a qualidade literária do texto; o projeto gráfico e a adequação do assunto. “Escolhemos quadrinhos bons, com diversidade de assuntos, gostosos de ler, adequados e com temas importantes para a educação”, disse.

“A idéia é ampliar o acesso do aluno de escola pública a diferentes tipos de obras impressas. É importante que ele conheça contos, romances, crônicas e também quadrinhos”, disse Jane.

A presença de quadrinhos nas escolas também poderá auxiliar esses alunos quando forem prestar vestibular. Vários processos seletivos, entre eles o da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pedem que o candidato interprete as tirinhas de humor. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) também já usou esse recurso em suas provas.

A volta da Sandália "Gladiadora"

Vejam só...
Mais uma velharia voltando...
É... agora tenho certeza... os anos 70 realmente voltaram.

SANDÁLIAS DE GUERREIROS ENFEITAM PÉS FEMININOS



Alguns até podem achar que é uma peça de museu, mas a sandália greco-romana ou “gladiadora” voltou à moda marcando o verão 2006/2007. As sandálias, cujas tiras sobem pelo tornozelo, já embelezaram os pés femininos nos anos 20 e 80. Voltam, agora, por influência das européias.


Nas vitrines do Rio, já é possível encontrar diversos modelos e cores, que vão do pretinho básico ao camurça de oncinha. Destaque para os materiais metalizados, imitando prata, ouro e estanho. Com um estilo moderninho, se comparado ao original, a sandália combina, de acordo com a estilista Regina Martelli, com shorts, bermudas, minissaias e vestidos mais soltos, mas não longos.

"Como a sandália é um acessório, ela acompanha a tendência das roupas drapeadas, com mais tecido, que dão a idéia de movimento. O conjunto lembra as túnicas greco-romanas", disse Regina.

A sandália, a estilista frisa, calça melhor pessoas altas e magras: "as gordinhas devem evitar", explica.

No chamado Quadrilátero da Moda, em Ipanema, a sandália foi encontrada em pelo menos quatro lojas, que tinham acabado de recebê-las para a coleção verão.

Do outro lado da cidade, no Saara, centro popular de comércio do Centro, as sandálias também estão chegando às lojas. A estudante de direito Jaqueline Carvalho estava com sua mãe experimentando três dos novos modelos da sandália, que tomavam conta da vitrine. Dona Glícia, mãe de Jaqueline, também testava uma "gladiadora" e se espantou com o conforto e a beleza.

“Estou pensando em levar um par para Salvador, onde moro. Lá essa moda ainda não chegou!”

As celebridades já aderiram à moda. Kate Moss, Jennifer López e Sienna Miller foram flagradas com a sandália.

O modelo fez história nos pés de homens, tendo sido filmado em pés de grandes atores, nos filmes épicos; mas é nos pés de mulheres que elas vão desfilar nos calçadões cariocas na próxima estação.

No entanto, para ficar na moda, o investimento pode ser alto. Os preços podem variar de R$ 75,99, numa loja do Saara a R$ 460, em Ipanema.
Fonte: G1

Enciclopédia dos Heróis!

Essa notícia eu "roubei" descaradamente do pessoal do Melhores do Mundo. Muito legal. Bacana mesmo. ;-)

Enciclopédia dos Heróis!
Por: Hell - quarta-feira, 27 de setembro de 2006 - 15h45

Pois é, nerds amaldiçoados... Depois da famigerada "Enciclopédia Marvel" ter levado seus reais e ter se mostrado uma péssima referência para os personagens da própria Marvel com uma porrada de dados duvidosos... eis que aparece algo que realmente vale a pena!

Trata-se do novo lançamento da Editora Larousse Júnior, Meu Primeiro Larousse de Heróis, que compila uma infinidade de verbetes sobre os grandes heróis.

Como não podia faltar, é claro que os grandes nomes dos quadrinhos também estão lá, pois Batman, Superman, Homem-Aranha, Hulk já fazem parte do imaginário das pessoas.

Mas a enciclopédia não se limita a falar dos heróis dos quadrinhos, tem uma extensa biografia com os grandes heróis da literatura como: Aquiles, Hércules, os Três Mosqueteiros, os Cavaleiros da Távola Redonda, Ali Babá, Zorro, Tarzan, Peter Pan... E traz também personagens heróicos da cultura brasileira como Peri (aquele que carcava a Ceci) e até mesmo Macunaíma (o precursor dos anti-heróis).

O que eu acho? Ótima pedida pra dar um pouco de cultura pra gurizada inútil que só quer saber de Playstation... Vou comprar um e obrigar o pequeno Cícero (filho do Ultra) a ler em voz alta toda vez que ele ligar aquela porra de Gameboy!

Fonte: Uol crianças

27 de setembro de 2006

Eu não sou um número — Sou um homem livre!

Nenhuma série produzida na época de ouro [anos 50 a 70] foi tão estranha como O Prisioneiro, produção inglesa com 17 episódios de 1 hora que a rede americana CBS exibiu entre junho de 1968 e setembro de 1969.

O Prisioneiro

A seqüência de títulos proporciona, no início de cada episódio, toda a informação necessária para entender o que vem a seguir. Por algum motivo que se ignora, um agente secreto inglês é seguido por desconhecidos que o fazem desmaiar com gás. Ao despertar, se encontrará numa aldeia remota, prisioneiro de um grupo de pessoas que apenas sabe-se que querem uma informação secreta.

O prisioneiro tem certa liberdade sem algemas, sem cela, nem guardas armados à vista. Chamado por "Número 6" durante a série, nunca poderá ver o rosto do “número 1”, o chefe da operação.

Mas esta é uma série inglesa e sempre haverá momentos de humor, inteligência e ironia. A mescla de estilos e idéias fazem esta série ser imperdível aos amantes da TV.

Com Patrick McGooham, Fenella Fielding, George Markstein.

Fonte: Retro TV



"Onde estou?"
"Na vila."
"O que vocês querem?"
"Informação."
"De que lado estão?"
"Isso lhe será dito.... Nós queremos informação.
Informação! INFORMAÇÃO!"

"Vocês não a terão!."
"De um jeito ou de outro nós a teremos."
"Quem é você?"
"O novo Número 2"
"Quem é o número 1?"
"Você é o número 6."
"Eu não sou um número — Sou um homem livre!"

Toda vez que assisto essa abertura eu fico com um gostinho de ouvir Iron Maiden.
Depois do "I am not a number — I am a free man!" sempre acabo "ouvindo" mentalmente aquela fantástica introdução de bateria do "titio" Clive em The Prisoner...
Não dá mais prá desassociar...rs

Grande Patrick McGooham! Esse cara é o meu herói! ;)
É bom ver que após 40 anos finalmente The Prisoner tem o destaque que merece como um dos melhores seriados de todos os tempos. Fãs de Lost, vcs não sabem o que estão perdendo! ;P
O seriado era tão instigante, claustrofóbico e misterioso quanto Lost mas era muito mais sofisticado. The Prisoner é a cara da contra-cultura dos anos 60. Homem versus Máquina/ Homem versus o Sistema. podemos lutar contra a máquina, contra o sistema mas poderemos nos libertar das amarras que nós mesmos criamos? Ou seremos para sempre prisioneiros de nós mesmo?
"I am not a number — I am a free man!"

Tai um seriado que eu realmente venero! Mas o preço tá salgado demais, em Euros...doí no bolso, na alma e no corpo...rs
Mas eu pagaria se pudesse. Vale cada centavo.
Será que podemos sonhar com um lançamento nacional algum dia?


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Iron Maiden - The Prisoner

Superman Returns Trailer - 30's style

Esse é o melhor trailer que já assisti de Superman Returns. Não é oficial.
O cara misturou cenas de Returns, do primeiro filme do Donner e de alguns outros, incluindo Contatos Imediatos do Terceiro Grau e acho que Flash Gordon também. A trilha sonora é do seriado do George Reeves (Yeah!). Acrescente a mistura um visual estilão anos 30 em P&B. Adorei.

eDonkey2000 fecha as portas

The eDonkey2000 Network is no longer available.
If you steal music or movies, you are breaking the law.
Courts around the world -- including the United States Supreme Court --
have ruled that businesses and individuals can be prosecuted for illegal
downloading.
You are not anonymous when you illegally download copyrighted material.
Your IP address is xxx.xx.xxx.xx and has been logged.
Respect the music, download legally.

Esta é a mensagem que que os usuários da rede estão recebendo ao acessar a página oficial do eDonkey2000.
Em 12 de setembro, devido a uma decisão judicial da corte dos Estados Unidos, a rede eDonkey foi fechada e a empresa responsável, MetaMachine, deverá pagar indenização de US$ 30 milhões às gravadoras e estúdios.

eDonkey fecha acordo com indústria musical por US$ 30 milhões

Por Nancy Gohring, para o IDG Now!*
Publicada em 13 de setembro de 2006 às 16h21

Dublin - Popular serviço P2P concorda em encerrar atividades e pagar multa milionária para seis gravadoras por infração de direitos autorais.

Um dos últimos populares sites de compartilhamento P2P de música foi derrotado, com o acordo do eDonkey para regularizar seu casos de infração de direitos autorais com a indústria musical.

Em documentos entregues à Corte Distrital Norte-Americana de Nova York na segunda-feira (11/09), a companhia MetaMachine, fundadora e responsável pelo eDonkey, disse que pagará 30 milhões de dólares para gravadoras para retirar o caso. A companhia também concordou em não conduzir qualquer outro negócio que envolva cópia, distribuição e outras infrações de trabalhos com direitos autorais.

O acordo é anunciado pouco mais de um mês após a Sharman Networks, desenvolvedora do software de compartilhamento P2P Kazaa, concordar em pagar à indústria de entretenimento 100 milhões de dólares para retirar casos similares.

Entre as companhias de compartilhamento também a sucumbirem, destaca-se o Grokster, que parou de funcionar no ano passado após perder uma ação na Suprema Corte dos Estados Unidos.

O site do eDonkey agora reproduz um anúncio, similar ao usado pelo Grokster, informando aos visitantes que baixasse arquivos ilegalmente pode ser processado e alerta usuários de que não é possível fazer o download anônimo de canções, ao mostrar o IP de cada máquina.

O acordo do eDonkey será pago para as gravadoras Arista Record, Atlantic Recording, Capital Records, Elektra Entertainment Group, Sony BMG Group e UMG Recording.

O Lime Wire é um dos últimos populares softwares de compartilhamento de arquivos a continuar atuando, ainda que a empresa tenha sido advertida com uma notificação em agosto pedindo por danos na ordem dos 476 milhões de dólares.

No final do ano passado, o fundador do eDonkey previu o fim da indústria de compartilhamento ilegal de arquivos. Durante um discurso no Comitê Judiciário do Senado dos EUA, ele alertou que as companhias norte-americanas de P2P deixariam de existir por não terem recursos para se defenderem de decisões a favor das gravadoras classificadas como "vagas" no caso da ação contra o Grokster.

As gravadoras e estúdios de cinema gastaram os últimos anos carregando ataques contras os criadores de softwares de compartilhamento de arquivos, alegando que todos deveriam ser responsabilizados por infrações de patentes cometidas seus usuários.

Os desenvolvedores falharam em seus argumentos de que alertaram usuários para não transferir conteúdo protegido por direitos autorais e não deveria ser responsável pela ação dos usuários dentro do seu produto.

*Nancy Gohring é editora do IDG News Service, em Dublin.

Saramandaia 1976 [SOUNDTRACK]


Excelente trilha sonora. O time é da pesada: Luiz Gonzaga, Geraldo Azevedo, Ney Matogrosso, Alceu Valença, Gilberto Gil, Fafá de Belém, Gonzaguinha e o 'nosso' Almôndegas. :-)
Só tem clássico!

Almôndegas - Cancao Da Meia Noite

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1. Capim Novo
2. Sou O Estopim
3. Malaksuma
4. Cancao Da Meia Noite
5. Pot Pourri
6. Pavao Mysteriozo
7. Chao Po
8. Jeca Total
9. Juritis E Borboletas
10. Bole Bole
11. Caso Voce Case
12. Xamego

http://www.badongo.com/file/1465692

NEW LINK:

DOWNLOAD

Saramandaia

Essa eu não esperava encontrar tão cedo.
A abertura da novela Saramandaia. Lembram?


SARAMANDAIA

"O realismo necessário para construir um retrato da realidade brasileira não pode se abster do fantástico".
Dias Gomes.

Saramandaia foi um marco na tv brasileira. Pra quem não é desse tempo a novela se passava numa cidade que só tinha gente esquisita — lobisomens, mortos-vivos, um cara que botava o coração pela boca, um coronel que cuspia formigas, mulheres gordas que explodiam e homens que voavam.
O teatro do Absurdo em sua glória. A novela abusava de metáforas e alegorias numa época em que a livre expressão era, ela sim, fantasia.
É... o regime militar era fogo.

Lembro que tinha medo de assistir...rs
Era muito pequena. Mas gostava da novela. Como não gostar? Era muito divertida. Pena que passava tarde da noite (para os meus padrões, é claro) e creio que tenha assistido poucos episódios. O último assisti com certeza. Desse eu lembro. "Pavão mistÉrioooso, pássaro formoso..." tocando enquanto João Gibão (Juca de Oliveira) executava seu fantástico vôo e a insólita explosão de Dona Redonda (Wilza Carla)...rs
Tudo absolutamente doido, nonsense e genial.

Esse é parte de um artigo muito bom sobre o Realismo Fantástico em Saramandaia chamado "METAMORFOSES DO REALISMO MÁGICO EM DIAS GOMES".
Para os interessados vale uma boa leitura. O Texto original se encontra aqui.

Dias Gomes é um autor que reconstruiu as imagens do cotidiano brasileiro por angulações imprevistas e inquietantes. Sem abrir mão de tocar nas feridas nacionais e ao mesmo tempo, desvelando as visões de mundo e as experiências coletivas de modo afirmativo, Gomes fabricou janelas para uma contemplação do Brasil, muitas vezes utilizando-se dos recursos estéticos do realismo fantástico e isto aparece na epifania das imagens de diversas telenovelas.

“Saramandaia” é uma cidadela onde vivem 1000 habitantes e sua riqueza é produzida por uma usina de cana-de-açúcar chamada “Bole Bole”. Quase toda a população trabalha na cultura de cana-de-açúcar ou no alambique de cachaça. Um plebiscito para mudar o nome da cidade "Bole Bole" em "Saramandaia" vai dividir os eleitores: de um lado, estão os tradicionalistas, liderados pelo Coronel Chico Rosado; do outro lado, aqueles que querem as mudanças, liderados pelo Coronel Tenório Tavares [4].

Esta história manterá como fio condutor o realismo fantástico, utilizando-se de procedimentos estéticos que também estão presentes na estética do Teatro do Absurdo e dos elementos da cultura popular universal.

Homens viram pássaros, poetas se transformam em lobisomens, mulheres engordam até explodir, coronéis espirram formigas, homens botam o coração pela boca e virgens incendeiam o leito com o “fogo sexualizado”: tudo isso é parte do repertório das metamorfoses da telenovela "Saramandaia". O resgate do "realismo fantástico" ou "realismo mágico" traduz um estilo de ficção que fez a sua aparição, inovando a linguagem da televisão nos anos 70. Num mundo às avessas, num regime político fechado, a saída parecia ser estimular a imaginação pelo exagero.

No delirante universo do realismo fantástico, quase tudo é metáfora e alegoria. Todavia, parece-nos que a recorrência ao "teatro do absurdo" é mais pertinente para interpretar o sentido da telenovela "Saramandaia". Assim, podemos encontrar afinidades de estilo entre a obra de Dias Gomes e as peças dos autores do "teatro do absurdo", tais como Jarry, Pirandello, Kafka, Beckett e Ionesco, entre outros que, na dramaturgia e na literatura universal, experimentaram focalizar os fenômenos extremos pelo viés da provocação, da derrisão e do riso. É uma experiência em que o público chega ao delírio, ao êxtase, entrando num transe dionisíaco pela carnavalização absoluta [5]. O quadro dos personagens do realismo fantástico, como no “Teatro do Absurdo” aproxima as fronteiras entre o mundo real e o mundo fictício, a razão onírica e a imaginação criativa. Dias Gomes é o mais dionisíaco dos autores brasileiros porque sempre soube apreender os modos de ser dos personagens da vida real, captando um tipo de sensibilidade que surpreende pelo vigor, pela persistência, pela maneira afirmativa como rearranja os seus meios de sobrevivência num ambiente minado pelas adversidades.

A telenovela “Saramandaia” ritualizou, no Brasil dos “anos tristes”, a loucura necessária; funcionou como uma espécie de pulmão que permitiu os indivíduos respirarem numa atmosfera sufocada por um regime político autoritário e, foi igualmente, uma das expressões originais de descontração, apesar de todas as interdições da época. Um olhar atento às relações entre ficção e política brasileira encontra na linguagem de Dias Gomes, uma leitura derrisória da "lógica das dominações". Na cartografia dos poderes que regem os ofícios e lazeres, o tempo do trabalho e o tempo do ócio, pelo viés da telenovela “Saramandaia”, compreendemos o modo como os poderes se constituem historicamente, também num nível micrológico. A série mostra como além dos poderes políticos e das classes sociais, da vontade de potência e da representação arbitrária das normas coletivas existe toda uma vasta rede de capilaridades que por um lado, confirmam as experiências de contra-poder e revolta, que desmontam a rigidez das hierarquias, dos discursos verticais de dominação; por outro lado, na simulação cotidiana de “Saramandaia”, verificamos também a efervescência dos micropoderes que dinamizam experiências enriquecedoras no plano das culturas populares. Em oposição às formas normativas, à legiferância dos códigos de linguagem e comportamento, à dureza do mundo regido pelos sistemas econômico, político e religioso, os indivíduos no curso de suas práticas cotidianas reconstroem o sentido da vida, a partir dos modos específicos como interpretam e interagem no mundo.

A investigação inspirada numa antropologia atenta à “imaginação simbólica” pode compreender o universo ficcional de "Saramandaia" num contexto de significação que percorre campos mais vastos e não se reduz a uma crítica da experiência política; ou seja, existe uma perspectiva de crítica do poder na obra de Dias Gomes, mas esta não é movida -a priori- pelo espírito de negação. Estrategicamente, Gomes se instala no interior dos espaços de decisão política, subvertendo as imagens e valores, implodindo o sistema por dentro e virando do avesso as regras do jogo.

As metamorfoses presentes na ficção televisiva revelam a incidência das imagens dionisíacas e suas relações com a idéia da vida indestrutível [6]. A transformação dos homens em outros seres representa, no imaginário universal da humanidade, as imagens permanentes da vida após a morte, numa palavra, a vontade de longevidade e imortalidade que mantém correspondência com o mito do “eterno retorno”, que persiste na construção imaginária das diferentes civilizações. Deste modo, a narrativa mitopoética não se reduz a uma mera explicação pelo viés da História, pois se instala no imaginário social a partir de informações que advém de tempos trans-históricos, primitivos, remotos e extemporâneos. Os desejos e as representações que possibilitam a formalização de uma ficção seriada como “Saramandaia”, tem a idade do percurso da humanidade desde a aurora dos tempos. Encontramos os seus ingredientes, por exemplo, na fábula milenar de “As Mil e Uma Noites”, assim como na comédia de Bocaccio, em Dom Quixote, de Cervantes ou mais recentemente, no cinema de Fellini (Desde “Amarcord” até “La Nave Va” ou “A Cidade das Mulheres”).

Com "Saramandaia" o público reencontra o riso que faz parte de uma cultura que experimenta o sentido do trágico. A sociedade brasileira se sustenta também por meio dos humores que estimulam os atores sociais a gozarem a vida apesar de tudo. Neste sentido, a cultura brasileira distingue-se frontalmente, da cultura européia, caracterizada por uma experiência cotidiana que se define, aprioristicamente, enquanto racionalista; por outro lado, a cultura brasileira diferencia-se também da cultura norte-americana, que se marca por um estilo de vida de cunho mais pragmático. Assim, estas diferenciações mostram na concretude da ficção das telenovelas, algo que o Brasil leva muito sério. O realismo mágico de "Saramandaia" reafirma o espírito dionisíaco que caracteriza a cultura brasileira: a desdramatização da vida, a teatralização do cotidiano, avesso ao melodrama, sob a forma do riso e da carnavalização. A sensibilidade -simultaneamente- dionisíaca e barroca do Brasil coloca em relevo a exuberância e o exagero. Num certo sentido, a ficção brasileira é similar à descrição do universo imaginário de François Rabelais [7], em que o grotesco, o mórbido e o trágico são ingredientes do riso. "Saramandaia" é um vetor de produção e disseminação de sentido e de linguagens lúdicas, excêntricas, carnavalescas, dionisíacas.

Encontramos as imagens alegóricas com os requintes do realismo fantástico em outras realizações da ficção seriada brasileira, como comprovam, em registros diferentes, as telenovelas “Pedra sobre Pedra” (1992), “O Fim do Mundo” (1998), “A Indomada” (1999), a minissérie “O Auto da Compadecida” (2000) e “Porto dos Milagres”, (2001).

300 de Esparta

Faz tempos que penso em colocar alguns downloads aqui no blog, mas sabem como é deixa prá hoje, deixa prá amanhã...rs

Finalmente tô postando a famosa hq 300 de Esparta do já lendário Frank Miller.
300 é um clássico.

Agora gostaria de alertar quanto ao conteúdo. Embora seja uma bela hq, um dos melhores momentos de Frank Miller com certeza, ela não deve ser interpretada como um documento histórico. Eu vejo muito por ai o pessoal considerando 300 de Esparta como um 'legítimo' documento histórico.
Vivencio isso dentro da minha própria casa com o meu noivo que 'venera' 300.

A hq é uma obra-prima mesmo. Mas como ficção. Não como história. O trabalho de pesquisa do Miller foi fabuloso, mas sua obra é fictícia. Frank é um escritor de quadrinhos não um historiador, ora bolas. E nem pretende ser um...rs
Creio que ser um escritor de quadrinhos seja bem mais divertido.
A hq tem alguns 'deslizes' (como o visual dos persas, os éforos, simplifica demais o conflito) mas nada que estrague a diversão. É uma hq, não é? E hqs são feitas para divertir .
300 de Esparta cumpre muito bem essa função.
Ergam suas espadas e escudos e se preparem pro banho de sangue que vem por aí..rs

O scan é do 'titio' Eudes lá do Rapadura Açucarada.
Abaixo um belo texto do Quadrinhos Universo HQ sobre a obra.
Enjoy!

AH.... os arquivos estão no formato CBR.
Prá ler vcs vão precisar de um programinha chamado CDisplay
Se não quisserem baixar o prog é só renomear a extensão prá .rar e descompactar normalmente as jpg.
Prá salvar recomendo o velho botão direito do mouse/salvar com ou seu gerenciador de downloads favorito.

Os 300 de Esparta: uma aula de história

Descubra os encantos dos 300 de Esparta, de Frank Miller, e saiba mais sobre a realidade histórica da batalha das Termópilas.

Por Sérgio Codespoti e Marcelo Naranjo

300 de EspartaOs 300 de Esparta conta a história do Rei Leônidas e a batalha das Termópilas, em 480 a.C., quando seu exército de trezentos espartanos desafiou os persas, que possuíam o maior exército já montado até então.

Belamente roteirizada e ilustrada pelo mestre das HQs modernas, Frank Miller, a obra denota uma grande pesquisa, aliada às devidas adaptações e "licenças poéticas" necessárias para contar uma boa história, na mídia dos quadrinhos.

300 de Esparta #1As cenas de combate presentes são um capítulo à parte. Miller abusa de cortes, texturas e silhuetas. O seu trabalho sempre foi muito elogiado quanto ao design arrojado de suas páginas e a força de sua composição. Mas é o conjunto da página que apraz aos olhos, e não somente o desenho em si. É um misto de elegância e audácia da distribuição dos quadros e seqüências.

Em 300, a maturidade de Miller está evidente. Da sua escolha de fazer da página dupla a sua prancha de desenho, transformando a leitura tradicionalmente vertical em amplas horizontais, ao uso criterioso das silhuetas chapadas em meio ao colorido maravilhoso de sua esposa, Lynn Varley.

300 de Esparta #2Lynn, que o acompanha como colorista desde os idos de Ronin, pinta de maneira tão dramática quanto as cenas executadas por seu marido. É um colírio ver suas pinceladas depois de anos seguidos de coloridos pasteurizados por computador.

Mas o mérito da obra não está apenas na arte. A adaptação do texto, que seria insípido para a grande maioria dos leitores, é agradável, tem ritmo, com personagens sólidos e bem construídos. Vale até dizer, que o valor maior está no fato de que Miller instila em seus leitores a curiosidade de conhecer melhor este momento histórico, de buscar nas enciclopédias a verdade histórica dos 300 de Esparta.

300 de Esparta #3Caso você não esteja com vontade de consultar uma enciclopédia, ou mesmo não tenha uma, embarque conosco nos próximos parágrafos. Vamos voltar ao tempo dos gregos, conhecer o que cercou a batalha descrita por Miller, e o que houve além dela.

Tudo teve inicio com Dario I, soberano do império persa e um grande conquistador. Ele foi o responsável pela primeira tentativa de domínio da Grécia, devido a uma disputa pela hegemonia comercial no Mediterrâneo. No entanto, foi derrotado na chamada Batalha de Maratona, por uma tropa de soldados de Atenas. Dario e os seus retornaram, humilhados.

Anos depois, antes de falecer, Dario determinou que o herdeiro de seu trono e novo soberano seria seu filho caçula, Khchayarcha, conhecido pelos gregos como Xerxes. Ele assumiu sua herança com convicção, determinado primeiro a resolver graves problemas, como uma grande revolta egípcia. Em dois anos, terminou essa tarefa. Depois, com manifestações semelhantes ocorrendo na Babilônia, determinou uma intervenção e arrasa a cidade.

Guerreiro espartano, por volta de 430 a.C.Com tudo isto resolvido, finalmente dedicou-se ao seu mais audacioso plano: conquistar a Grécia. Xerxes tinha como estratégia atacar a Grécia Central com seus homens, enquanto, por uma rota traçada, uma gigantesca nau, com mais de 200 navios, abasteceria e daria apoio as suas forças em terra firme.

No ano de 481 a.C, o mundo teve a oportunidade de assistir à reunião do maior exército já organizado em todos os tempos, até então. Conforme Heródoto, que narrou toda a trajetória de Xerxes, os números excediam a casa de dois milhões e seiscentos mil homens. Porém, historiadores modernos afirmam que seria impossível reunir e abastecer tal quantidade de pessoas, e que, na realidade, seriam em torno de 200 mil até 300 mil homens. Mesmo assim, um número prodigioso.

Guerreiro grego enfrentando um LeãoVale citar que Miller utiliza o texto de Heródoto em vários diálogos que acontecem durante a história, como quando a esposa de Leônidas pede que o marido volte "com o escudo, ou sob o escudo". Ou seja, volte vitorioso, ou morto. Outro momento, no diálogo entre Leônidas e Xerxes, quando o espartano afirma: "Você tem muitos homens, mas poucos soldados".

Voltando à tropa, dados históricos dão conta que essa máquina de guerra era formada por pessoas de 46 povos diferentes, entre persas, medos, assírios, árias, partas, indianos, etíopes, árabes e outros.

Quando entravam em marcha, nada parecia poder detê-los. Em todo o caminho, as cidades curvavam-se ante a supremacia do rei persa. Trácia, Macedônia, Tessália, todas se submeteram a Xerxes. Até o exato momento em que a comitiva alcançou o desfiladeiro das Termópilas, onde uma inesperada e desagradável surpresa os aguardava.

Cena de 300 de Esparta #1Antes de continuar a narrativa, vamos nos ater um pouco aos espartanos, para tentar entender as motivações de suas atitudes.

Os espartanos lutaram durante muitos séculos para dominar a área do Peloponeso oriental. Quando conseguiram estabelecer-se e dominar por completo a região da Lacônia, tinham o militarismo enraizado em seus costumes e hábitos. Depois, através de campanhas militares, conquistaram a Argólida e a Messéia, tendo, então, sob seus braços quase todo o Peloponeso.

A organização política deste povo funcionava da seguinte maneira:

300 de Esparta #4Dois reis, representando importantes famílias diferentes, com poderes militares e religiosos; Acima destes, um conselho, com os mesmos dois reis e mais 28 nobres; Uma assembléia, que aprovava ou rejeitava as propostas do conselho; Uma equipe de cinco pessoas, chamada de Éforo, com poderes absolutos, presidindo o conselho, a assembléia, podendo controlar distribuição de propriedades, determinar o destino de recém-nascidos, depor ou eleger reis, enfim, eram o poder supremo.

A população era dividida em três classes:

  • Os esparciatas, que eram a camada dominante, e não excediam um vigésimo da população global. Somente estes tinham privilégios políticos;

  • Os periecos, indivíduos que fizeram parte de povos que foram aliados dos espartanos ou que se juntaram a eles por vontade própria. Tinham permissão de exercer o comércio e a manufatura;

  • Os ilotas, que eram os servos e escravos, provenientes dos povos dominados à força.

Para manter a supremacia da camada dominante sobre as outras, que eram muito maiores em termos numéricos, era fundamental o bom funcionamento do sistema militar espartano. Para tanto, todos tinham que fazer sua parte, em prol do coletivo.

300 #5Logo que nasciam, as crianças já ficavam sob jugo do estado. Se tivessem qualquer tipo de doença ou deformidade, eram sumariamente assassinadas. Os saudáveis aprendiam a servir e a abdicar do individuo, em função do bem comum. Sofriam, eram castigados, passavam por diversas mazelas para fortalecerem seus corpos e espíritos, para aprender a serem determinados. Cada espartano devia ser um soldado perfeito, e sua maior glória era morrer em batalha. Voltar derrotado, jamais.

A partir daí, podemos voltar nossa atenção para o encontro de Xerxes com os espartanos, e o motivo destes estarem nas Termópilas.

A Grécia, tendo tomado conhecimento do exército inimigo, realizou uma reunião na cidade de Corinto, com representantes de todas regiões. Algumas cidades estavam pré-dispostas a se renderem, outras ficaram na neutralidade. Atenas, Egina, Eubéia e Esparta decidiram formar uma frente de resistência.

A estratégia escolhida foi cobrir a Grécia Central. Para isso, uma única chance: preparar uma linha de resistência nas Termópilas. O estreito desfiladeiro, localizado entre uma montanha e o mar, era um ponto estratégico. Marcharam em direção a eles os espartanos, junto com alguns aliados. Ao mesmo tempo, uma esquadra grega, formada principalmente por atenienses, tinha a missão de apoiar as operações terrestres.

Arte Frank Miller e Lynn VarleyQuando Xerxes tomou conhecimento de um exército preparado para bloquear sua passagem, enviou batedores para tomar melhor conhecimento da situação. Ao descobrir o número de soldados do inimigo, não levou a sério a iniciativa e acreditou tratar-se apenas de "jogo de cena".

Não tinha idéia do quão estava enganado. Ele acampou com seu séqüito por cerca de quatro dias, provavelmente porque parte de sua esquadra marítima havia sido destruída por uma violenta tempestade. Outra possibilidade seria exatamente a de não acreditar na real intenção dos espartanos de guerrearem.

No quinto dia, Xerxes ordenou o ataque. Começaram aí as surpresas: seus homens foram sucessivamente repelidos pelos bravos inimigos. Durante dois dias seguidos, divisão de tempo que podemos acompanhar nos quadrinhos, várias tentativas inúteis de subjugar os espartanos foram feitas, sem êxito. Nem mesmo os Imortais, a tropa de elite de Xerxes, obtiveram sucesso.

Ao mesmo tempo, ocorreu um confronto no mar, entre as naus gregas e persas, já enfraquecidas devido a uma forte tempestade. A batalha não teve vencedor, mas ficou clara a superioridade dos gregos nas águas.

Arte de Frank Miller e Lynn Varley, para Os 300 de EspartaOs persas já não sabiam como atravessar a barreira dos espartanos. Foi então que um nativo, de nome Ephialtes, entregou uma passagem secreta que possibilitava cercar os inimigos. Aqui temos outra boa sacada de Frank Miller: ele coloca o traidor na figura de um corcunda, um espartano que teria escapado de ser morto ao nascer (como mandava a tradição), devido ao seu defeito congênito. Querendo juntar-se aos seus e não podendo, por decisão de Leônidas, acabou traindo os conterrâneos.

Continuando... Durante a noite, as posições foram ocupadas. Quando ficaram sabendo do ocorrido, os aliados dos espartanos decidiram partir. Mas estes, não. Fugir era intolerável, render-se, inadmissível. Antes morrer na glória da batalha, do que ser considerado covarde e desertor. Chegou, então, o terceiro dia.

Detalhe de um combate, em Os 300 de EspartaCom a mais plena noção da impossibilidade de uma vitória, Leônidas e seus homens partiram para o ataque. Fizeram vítimas numa quantidade muito superior ao seu número. O rei sabia que era sua hora, pois o oráculo determinou que um monarca morreria naquela batalha. Ele e os seus lutaram primeiro com lanças, depois com espadas e, por fim, com os próprios punhos, até o final. Deixaram a vida, entraram para a história e se tornaram uma lenda heróica. Xerxes ficou impressionado e teve sua confiança seriamente abalada pela determinação daqueles guerreiros.

Sobre os oráculos de Delfos, existem duas versões: numa, Xerxes teve o apoio destes, que publicaram uma série de oráculos derrotistas e, por isso, quando invadiu a Grécia Central, ele poupou Delfos. A outra conta sobre um oráculo ter afirmado que a causa de Xerxes estaria perdida, caso este tocasse em Delfos, e isto fez com que deixasse o local intacto.

Uma das cenas iniciais de Os 300 de EspartaApós abrir passagem pelas Termópilas, Xerxes permaneceu com seu intento. Com o caminho livre, invadiu a Grécia Central. Destruiu cidades rebeldes, poupou outras que o acolheram e, finalmente, invadiu Atenas. A maioria dos cidadãos havia fugido devido à decisão do governo de evacuar a cidade. Os poucos moradores que ficaram foram assassinados; e casas e templos foram pilhados.

Mas chegou o momento decisivo da batalha, que ocorreu no mar. A frota de Xerxes estava ancorada na enseada de Falera. As naus gregas, em Salamina. Xerxes ordenou o ataque. Os persas tinham uma frota muito superior, mais que o dobro do que os inimigos dispunham.

Réplica de uma galera de batalha gregaQuando a batalha começou, os gregos conseguiram sair da baía de Salamina e adotaram formação de combate. Como o canal era estreito, os persas, que tinham suas naus carregadas de tropas, ficaram confusos e chegaram a trombar entre si. Os gregos atacaram com todas as suas forças, e conseguiram uma vitória fulminante.

Xerxes assistiu a tudo, e tinha certeza que havia perdido uma batalha importante. Sem ter como abastecer seu exército, ordenou uma retirada. Contudo, não desistiu de seu intento. Deixou na Grécia uma armada com vários milhares de homens.

Mensageiro PersaEssa armada, sob comando de Mardônio, voltou a invadir Atenas. Estes, cansados da guerra, ameaçaram uma aliança com os persas, caso Esparta não colaborasse para uma batalha decisiva. Os espartanos, então, enviaram seu exército, sob o comando de Pausânias, e novos confrontos aconteceram.

Numa frente, os espartanos venceram os persas; enquanto os atenienses enfrentavam os beócios (aliados dos persas). Nova vitória dos gregos, obrigando a retirada final do inimigo. Também no mar, os invasores foram expulsos. Era o fim dos sonhos de conquista de Xerxes.

Busto de um soldado EspartanoComo esta obra é uma adaptação, Miller tomou certas liberdades que poderiam soar como inverdades. Caso um historiador decida por fazer uma análise mais arguta, poderá encontrar fatos um pouco distorcidos, talvez as vestimentas de alguns personagens não sejam exatamente aquelas. Quem sabe reclame de Miller ter "simplificado" um acontecimento histórico a uma batalha entre o que o autor considera sendo o "bem" (os espartanos) contra o "mal" (os persas). Mas, como não somos historiadores, ficamos com a única certeza de termos em mãos uma grande HQ.

Os 300 de Esparta foi lançado no Brasil pela Editora Abril, em cinco números, em 1999. Nos Estados Unidos, a Dark Horse, que publicou a mini-série original (com o título de 300), brindou posteriormente seus leitores com uma belíssima encadernação, em capa dura e formato grande.

A obra merece, pois é um presente para quem aprecia uma boa aula de história. E, neste caso, de uma maneira muita mais divertida, através de um meio único e arrebatador que são os quadrinhos!


14 de setembro de 2006

Coleção Alexandre Dumas - Planeta DeAgostini

As vezes eu realmente invejo os primos portugueses.
Não é uma coleção prá lá de simpática?
Ah se inveja matasse!

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